A Yamaha atravessou abril de 2026 em um cenário de desaceleração no mercado brasileiro, mas alguns modelos conseguiram fugir da tendência negativa e chamaram atenção dentro da própria marca. Embora boa parte da linha tenha perdido força, a fabricante japonesa segue consolidada como a principal rival da Honda no país.
Além disso, os dados mais recentes da Fenabrave mostram que a Yamaha continua sustentada por um portfólio bastante diversificado, com presença forte em motos urbanas, trails, scooters e esportivas. Ainda assim, abril trouxe mudanças importantes no comportamento de alguns modelos.
Linha street continua sustentando a Yamaha

Mesmo com o mercado mais lento após um março aquecido, a Yamaha conseguiu manter bom desempenho graças principalmente às motos urbanas. Nesse cenário, a YBR Factor 150 permaneceu como o modelo mais vendido da marca no Brasil.
A street registrou 6.758 unidades em abril. No entanto, o resultado ficou abaixo das 7.092 motos emplacadas no mês anterior.
Ao mesmo tempo, a linha Fazer continuou desempenhando papel estratégico para a fabricante. A Fazer 250 fechou abril com 3.967 unidades, enquanto em março havia alcançado 4.232 vendas. Já a Fazer 150 caiu de 3.850 para 3.376 motocicletas no mesmo período.
Mesmo assim, os três modelos continuam sendo fundamentais para o volume total da Yamaha no segmento urbano.
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Trails mostram comportamento mais equilibrado

Enquanto algumas categorias sofreram quedas mais acentuadas, o segmento trail apresentou maior estabilidade. Nesse sentido, a XTZ 250 Lander praticamente repetiu o desempenho do mês anterior.
Foram 3.900 unidades em abril. Em março, por outro lado, a trail havia registrado 3.918 emplacamentos, o que representa uma diferença bastante pequena.
Já a Crosser 150 apresentou retração um pouco mais perceptível. O modelo saiu de 2.726 para 2.439 unidades no comparativo mensal.
Ainda assim, a Yamaha segue muito consolidada no segmento trail de média cilindrada. Afinal, a linha XTZ continua sendo uma das mais tradicionais do mercado brasileiro.
Scooters continuam importantes para a estratégia da marca
Além das motos urbanas e trails, os scooters seguem ajudando a Yamaha a crescer nas grandes cidades. Nesse contexto, a NMax praticamente manteve estabilidade total nas vendas.
O scooter passou de 1.949 unidades em março para 1.944 em abril. Ou seja, a diferença foi mínima.
Enquanto isso, a Aerox 160 encerrou abril com 2.243 unidades comercializadas. No mês anterior, entretanto, o modelo havia registrado 2.284 vendas.
Mesmo sem crescimento expressivo, ambos os scooters continuam entre os modelos premium mais relevantes do mercado nacional.
Duas motos escaparam da queda e surpreenderam

Embora a maior parte da linha Yamaha tenha perdido volume em abril, dois modelos conseguiram crescer e acabaram chamando atenção dentro da fabricante.
Primeiramente, a MT-03 apareceu como um dos destaques positivos do mês. A naked saiu de 876 unidades em março para 890 em abril, registrando crescimento de 14 motos.
Além dela, a esportiva YZF R3 também surpreendeu. O modelo avançou de 134 para 149 unidades vendidas no comparativo mensal.
Pode parecer um aumento pequeno em números absolutos. Porém, o crescimento ganha relevância justamente porque aconteceu em um mês de retração para quase toda a linha da Yamaha.
R15 continua dominando entre esportivas leves
Mesmo apresentando queda em abril, a YZF R15 segue como uma das motos esportivas leves mais fortes do mercado brasileiro.
A motocicleta encerrou o mês com 1.164 unidades comercializadas. Em março, entretanto, o modelo havia alcançado 1.265 vendas.
Ainda assim, a R15 continua registrando desempenho muito superior ao de várias concorrentes da categoria. Dessa forma, a Yamaha mantém posição forte também entre as esportivas de entrada.
Yamaha segue forte mesmo com retrações em abril
De maneira geral, abril confirmou que a Yamaha continua ocupando uma posição sólida no mercado brasileiro de motocicletas. Apesar das quedas registradas em boa parte da linha, a marca segue competitiva em diferentes segmentos.
Além disso, a combinação entre motos urbanas, trails, scooters e esportivas ajuda a fabricante a manter presença consistente no país. Mesmo distante dos números absolutos da Honda, a Yamaha continua sendo a concorrente mais estruturada da categoria graças à diversidade do portfólio e à força de seus modelos em nichos estratégicos.





