As Motos com Menor Depreciação representam o equilíbrio perfeito entre a paixão por duas rodas e a inteligência financeira.
Em um mercado onde os preços oscilam constantemente, escolher um modelo que mantenha seu valor de mercado não é apenas uma preferência, mas uma estratégia necessária para proteger seu patrimônio.
Portanto, entender o comportamento dos preços de revenda tornou-se o diferencial para quem planeja trocar de veículo no futuro sem sofrer perdas drásticas.
Nesse contexto, a 10ª edição do Selo Maior Valor de Revenda – Motos 2026, organizado pela Agência Autoinforme, trouxe revelações surpreendentes.
Além de analisar 222 modelos diferentes, o estudo mapeou o desempenho real de mercado após um ano de uso. Como resultado, o levantamento destacou as máquinas que são verdadeiros “cheques em branco” no setor de usados, deixando muitos entusiastas curiosos sobre qual modelo liderou o pódio geral.
A metodologia do sucesso: como o valor é protegido?

Para garantir a precisão dos dados, o estudo não utiliza apenas tabelas genéricas. Pelo contrário, a análise compara o preço real de nota fiscal da moto zero quilômetro com o valor efetivamente praticado no mercado de usados após 12 meses.
Além disso, a metodologia filtra variações atípicas, como queimas de estoque ou crises de suprimentos, assegurando que o índice reflita a confiança genuína do consumidor.
Com efeito, as marcas que investem pesado em pós-venda e capilaridade de peças tendem a dominar os resultados. Por conseguinte, marcas como Kawasaki, Honda e Yamaha continuam sendo as favoritas do público, uma vez que oferecem maior segurança na hora da revenda.
O fenômeno Trail: o menor índice de desvalorização do Brasil

Em primeiro lugar, destaca-se a performance histórica da Honda Sahara 300. O modelo não apenas venceu sua categoria, mas também foi coroado como a campeã geral de 2026. Com uma depreciação de impressionantes 1,9%, ela desafia a lógica comum do setor automobilístico, onde as perdas costumam ser bem maiores.
Essa retenção de valor ocorre, primordialmente, pela versatilidade do modelo no território nacional. Visto que a Sahara une a agilidade urbana com a robustez necessária para estradas de terra, sua procura no mercado de usados é imediata, mantendo os preços nas alturas.
Guia dos segmentos: as vencedoras por categoria
A fim de orientar sua próxima compra, listamos abaixo as 15 campeãs que se destacaram por manter o dinheiro do proprietário bem guardado.
Mobilidade urbana e entrada
- Ciclomotores (50cc): A Shineray XY 50-Q Jet S liderou com 10,9% de desvalorização. Apesar de ser um segmento de baixo custo, ela prova ser uma opção sólida de entrada.
- Motonetas: A Honda Biz 125 reafirma sua hegemonia com apenas 6,6% de perda. Em contrapartida, modelos menos tradicionais costumam sofrer mais nesse quesito.
- Street: A Yamaha YBR 125/150 Factor conquistou o topo com 3,8%. Trata-se de um índice notável, especialmente por ser uma moto amplamente utilizada para trabalho.
Naked: estilo e potência
- Naked até 500cc: A Yamaha MT-03 garantiu a primeira posição com 8,4%. Devido ao seu design agressivo, ela mantém um público jovem e fiel.
- Naked de 501cc a 800cc: A Yamaha MT-07 registrou apenas 6,0% de depreciação. Sob esse ponto de vista, ela é considerada uma das melhores escolhas para quem sobe de cilindrada.
Scooters: a conveniência das cidades
- Scooter até 300cc: A Honda PCX 160 domina o asfalto com 4,2% de perda. Diante disso, ela continua sendo a referência absoluta em liquidez urbana.
- Scooter acima de 301cc: A Kymco Downtown 350i venceu com 15,3%. Embora o índice seja maior, ela ainda supera suas concorrentes diretas no segmento premium.
Aventura e longas distâncias
- Big Trail até 800cc: A Kawasaki Versys 650 levou o troféu com 6,7%. Analogamente, a marca japonesa mostrou força ao dominar diversas categorias de aventura.
- Big Trail acima de 801cc: A Triumph Tiger 900 mostrou sua força com 7,3%. Sem dúvida, é a escolha predileta para quem busca valor agregado em viagens longas.
- Crossover até 500cc: A Kawasaki Versys-X 300 brilhou com apenas 4,1% de desvalorização, superando expectativas do mercado.
Estilo clássico e esportivo
- Sport até 800cc: A Kawasaki Ninja 300 registrou 4,0%. Mesmo com o passar dos anos, o modelo mantém uma aceitação incrível.
- Custom até 500cc: A Royal Enfield Meteor 350 consolidou-se com 8,9%. Esse resultado confirma o sucesso da marca indiana em solo brasileiro.
- Touring: A Harley-Davidson Road Glide venceu com 5,5%. Com efeito, o prestígio da marca continua sendo um escudo contra a desvalorização.
Futuro e lazer
- Elétricas: A Shineray PT 02 (2000W) liderou com 12,4%. Embora o mercado elétrico ainda esteja maturando, esse índice mostra uma evolução positiva.
- Off-Road: A Yamaha YZ 250 garantiu o topo com 7,8%, sendo a favorita para os entusiastas de trilhas e competições.
Por que a Kawasaki, Honda e Yamaha lideram?
Ao analisar o levantamento, percebe-se que essas três gigantes somaram 13 vitórias nas subcategorias principais. Isso ocorre, acima de tudo, pela robustez da rede de concessionárias e pela facilidade de manutenção. Por outro lado, marcas que ainda buscam consolidar sua assistência técnica enfrentam maiores desafios na retenção de preço.
Portanto, ao escolher sua próxima moto, lembre-se que o custo de aquisição é apenas o começo. Avaliar as Motos com Menor Depreciação é o passo fundamental para garantir que, na hora da troca, o seu dinheiro retorne para a sua conta com o menor impacto possível.
Qual desses modelos você escolheria para colocar na sua garagem hoje?





