A MotoGP voltou a colocar Jorge Martín no centro das atenções. Depois de um período marcado por lesões, dúvidas e medo, o piloto espanhol admitiu que entende os riscos da profissão, inclusive a possibilidade de “terminar no hospital”.
Martín reconhece risco, mas não pensa em parar
Jorge Martín vive uma fase diferente na MotoGP. Hoje novamente na liderança, o piloto tenta deixar para trás um 2025 caótico, marcado por quedas, problemas físicos e pouco tempo na pista para defender o título conquistado.
Mesmo assim, o espanhol não esconde que a consciência sobre o perigo ficou mais forte.
Ele afirmou que sabe que pode acabar no hospital e que aceita essa realidade. Para Martín, o risco faz parte do trabalho e também da vida que escolheu dentro da motovelocidade.
Boas lembranças ajudaram no pior momento
Apesar do trauma causado pelas lesões, Martín explicou que as melhores recordações da carreira foram fundamentais para seguir em frente. Segundo ele, lembrar das vitórias ajudou a alimentar a vontade de voltar a sentir aquele tipo de emoção.
O piloto destacou que vencer proporciona uma sensação difícil de explicar. Além disso, ser campeão do mundo de MotoGP tem um peso ainda maior.
Para Martín, existe uma diferença clara entre ser apenas piloto da categoria e chegar ao topo como campeão mundial. Afinal, nem todos conseguem reunir tudo que é necessário para conquistar esse posto.
Lesões abalaram confiança do campeão
O problema é que Martín quase não teve tempo de aproveitar o título. Pouco depois da conquista, entrou em uma sequência negativa de lesões e viu sua defesa da coroa praticamente desaparecer.
Durante o pior momento, ele admitiu que teve muitas dúvidas. Questionou se conseguiria voltar a pilotar e, principalmente, se ainda seria competitivo.
Mesmo assim, não deixou de lutar. O objetivo era simples: retornar à MotoGP e tentar recuperar seu melhor nível.
Resiliência virou marca pessoal
Martín também explicou que a palavra resiliência tem grande significado em sua vida. Ele tatuou o termo há cinco anos e considera esse um dos valores mais fortes que carrega.
O espanhol disse que, no dia em que se aposentar, quer ter certeza de que deu 100% de si. Por isso, continua insistindo mesmo depois dos momentos mais difíceis.
Família teve papel decisivo na trajetória
A paixão pelas motos veio do pai. Martín começou ainda criança, aos seis anos, com uma minimoto. Desde então, o interesse cresceu até se transformar em profissão.
No entanto, o piloto reconhece que a família pagou um preço alto. Segundo ele, os pais sacrificaram férias, dinheiro e parte da própria vida para mantê-lo correndo.
Martín afirma que pode oferecer todo dinheiro que tem, mas nada compensará totalmente o esforço feito por eles.
Fé também ganhou espaço em 2026
Desde o início da temporada 2026, Martín passou a adotar uma postura mais espiritual. O piloto revelou que agora reza antes das corridas e que sentiu necessidade de buscar apoio em Deus durante o inverno.
A MotoGP volta entre 10 e 12 de julho, com o GP da Alemanha, em Sachsenring, pela 11ª etapa da temporada 2026.