Uma moto com preço extremamente competitivo surpreendeu no ranking de março de 2026, mas não da forma que muitos imaginavam.
Mesmo custando na faixa dos modelos mais baratos do mercado, ela não conseguiu entrar entre as mais vendidas do país.
Os dados, atualizados até o dia 24, mostram um cenário que levanta um ponto importante: será que apenas o preço ainda é suficiente para garantir volume de vendas no Brasil?
Ranking de março: liderança isolada e domínio das grandes marcas
O ranking parcial mostra um cenário conhecido: forte presença de modelos da Honda e Yamaha nas primeiras posições.
A liderança segue com ampla vantagem. A Honda CG 160 aparece na primeira colocação com 36.514 unidades vendidas, consolidando sua força no mercado.
Na sequência, modelos como Biz e Pop 110i continuam com volumes elevados, todos acima das 19 mil unidades no período. Ou seja, há uma diferença significativa entre os líderes e os modelos fora do top 10.
SHINERAY/SHI 125 fica fora do top 10 mesmo com preço baixo

Mesmo sendo uma das motos mais baratas do mercado, a SHINERAY/SHI 125 aparece apenas na 12ª posição, com 3.010 unidades vendidas até o dia 24 de março de 2026.
Esse número representa um crescimento de 33,9% em relação a fevereiro, mostrando evolução nas vendas. Ainda assim, o volume não foi suficiente para colocá-la entre as dez mais vendidas.
Para efeito de comparação, a 10ª colocada, Yamaha Fazer 250, registra 3.310 unidades, ou seja, uma diferença de cerca de 300 motos.
Nem sempre preço baixo significa mais vendas
O desempenho da SHINERAY/SHI 125 reforça um ponto importante do mercado: preço acessível não é o único fator decisivo na escolha do consumidor.
Modelos que lideram o ranking costumam oferecer:
Maior rede de concessionárias
Facilidade de revenda
Marca consolidada no mercado
Maior confiança do consumidor
Disponibilidade de peças e manutenção
Na prática, esses fatores acabam pesando tanto quanto o preço — ou até mais.
Por isso, mesmo custando menos, motos de entrada de marcas menores enfrentam dificuldade para competir com modelos já consolidados.
O que explica o desempenho da SHINERAY/SHI 125

Apesar de não figurar no top 10, a SHINERAY/SHI 125 apresenta alguns pontos positivos que ajudam a explicar seu crescimento no mês.
O modelo aposta em uma proposta simples e funcional, com foco em economia e uso urbano.
Seu motor de 123,67 cc entrega 8 cv de potência e 9,0 Nm de torque, números compatíveis com a categoria. A transmissão é de 4 marchas, com funcionamento voltado para o uso diário.
Outro destaque é o consumo, que pode girar entre 35 km/l e 45 km/l, dependendo das condições de uso.
Além disso, a moto traz itens básicos que ajudam na rotina, como painel digital, partida elétrica e porta USB.
Estrutura simples e foco no custo-benefício
A SHINERAY/SHI 125 segue uma configuração técnica voltada para simplicidade e baixo custo.
A suspensão dianteira é do tipo telescópica, enquanto a traseira utiliza sistema bi-shock. Esse conjunto garante conforto básico para uso urbano.
Nos freios, há disco na dianteira, com 220 mm, e tambor na traseira. As rodas combinam aro 17 na frente e aro 14 atrás.
O peso de aproximadamente 90 kg e a altura de assento de 750 mm tornam a moto fácil de conduzir, principalmente para iniciantes.
O tanque de combustível é de apenas 3 litros, reforçando o foco em trajetos curtos.
Diferença para o top 10 mostra o peso da marca
Quando se observa o ranking completo, fica claro que os modelos mais vendidos têm algo em comum: tradição e presença forte no mercado.
A diferença entre a SHINERAY/SHI 125 e os líderes é significativa. Enquanto a líder ultrapassa 36 mil unidades, o modelo da Shineray não passa das 3 mil.
Isso mostra que, além do preço, fatores como confiança, histórico da marca e estrutura de pós-venda ainda são determinantes.
Vale a pena apostar em uma moto barata?
A SHINERAY/SHI 125 mostra que é possível entrar no mundo das motos com investimento menor. No entanto, o ranking deixa claro que o consumidor brasileiro ainda prioriza segurança na compra.
Para quem busca economia no dia a dia, a moto pode ser uma opção interessante. Por outro lado, quem pensa em revenda, assistência e valorização tende a olhar para modelos mais consolidados.
A presença da moto de R$ 12 mil fora do top 10 das mais vendidas em março de 2026 evidencia uma realidade do mercado: preço baixo ajuda, mas não define o sucesso.
A SHINERAY/SHI 125 cresce em vendas e mostra evolução, mas ainda enfrenta a força das marcas tradicionais.
No fim, o ranking até o dia 24 reforça que confiança, rede e histórico continuam sendo decisivos na escolha do consumidor brasileiro.






