A Yamaha começou a mostrar sinais de evolução nas últimas etapas da MotoGP, mas ainda está longe de convencer completamente seus pilotos.
Após o fim de semana em Barcelona, Jack Miller reconheceu os avanços feitos pela fabricante japonesa, principalmente no comportamento da moto nas curvas, embora tenha deixado claro que ainda falta competitividade para lutar mais acima no grid.
O australiano da Pramac teve um desempenho discreto no GP da Catalunha.
Depois de largar da 11ª posição, terminou apenas em 16º na Sprint e em 15º na corrida principal. Mesmo assim, conseguiu salvar um ponto no campeonato após punições aplicadas a outros pilotos.
Yamaha aposta forte em nova aerodinâmica
Grande parte da evolução recente da Yamaha está ligada às atualizações aerodinâmicas introduzidas desde o GP de Le Mans.
Fabio Quartararo, principal nome da marca atualmente, já vinha demonstrando melhora no comportamento da moto principalmente no eixo dianteiro.
Em Barcelona, a fabricante japonesa intensificou os testes para tentar validar novas soluções antes das próximas etapas do campeonato.
Segundo Jack Miller, o foco principal esteve nas diferentes configurações aerodinâmicas testadas durante o treino coletivo realizado após a corrida.
Jack Miller detalha testes feitos pela Yamaha
O piloto australiano explicou que a Yamaha avaliou várias combinações de carenagens e asas laterais para entender qual solução oferece o melhor equilíbrio entre estabilidade e velocidade final.
“Foi uma manhã aceitável e de muito trabalho aqui”, afirmou Miller.
Durante os testes, a equipe comparou:
- Carenagem padrão da Yamaha
- Pacote aerodinâmico utilizado por Fabio Quartararo
- Nova versão com asas laterais maiores
- Diferentes ajustes de suspensão
- Configurações variadas de fluxo aerodinâmico
Segundo Miller, algumas soluções melhoraram bastante o comportamento da moto nas curvas, embora tenham criado novos problemas em reta.
Melhor estabilidade trouxe novo problema
Jack Miller admitiu que as asas dianteiras maiores ajudaram a deixar a Yamaha mais estável nas mudanças de direção e nas entradas de curva. Porém, a solução também aumentou a resistência ao ar.
Com isso, a moto perde parte da velocidade final, algo extremamente importante em circuitos rápidos da MotoGP atual.
“Com asas dianteiras maiores há um pouco mais de resistência ao ar, o que não queremos”, explicou.
Mesmo assim, o australiano acredita que a Yamaha finalmente encontrou uma direção mais clara para o desenvolvimento da M1.
Chuva atrapalhou sequência dos testes
O trabalho da Yamaha acabou sendo interrompido pela chuva intensa em Barcelona. As equipes conseguiram concluir praticamente toda a programação da manhã, mas as atividades da tarde foram canceladas pelas condições da pista.
Ainda assim, Miller demonstrou satisfação pelo fato de a marca ter conseguido finalizar as principais avaliações aerodinâmicas antes do temporal.
“Concluímos o mais importante, que era a aerodinâmica, de manhã, por isso estou satisfeito”, afirmou.
Na tabela de tempos, o australiano terminou o teste na 16ª colocação, ficando 1,176 segundo atrás do melhor tempo do dia.
Yamaha tenta transformar evolução em resultados
Apesar dos avanços técnicos, a Yamaha ainda busca transformar essas melhorias em resultados consistentes durante as corridas.
O desempenho recente de Fabio Quartararo mostrou que a moto está mais competitiva, mas a distância para Ducati e KTM segue evidente.
Agora, a expectativa da equipe se volta para o GP da Itália, em Mugello, onde a fabricante japonesa tentará confirmar se o novo pacote aerodinâmico realmente representa um passo importante para o futuro da MotoGP.