A final da Copa do Mundo também movimentou os bastidores da Fórmula 1 durante o fim de semana do GP da Bélgica. Entre compromissos na pista e entrevistas em Spa-Francorchamps, os pilotos acompanharam a reta decisiva do torneio e demonstraram como o futebol atravessou as fronteiras do paddock.
O resultado das semifinais dividiu opiniões, provocou comemorações e deixou alguns competidores frustrados. Além disso, a decisão colocou representantes de duas importantes escolas do automobilismo em lados opostos da torcida.
Decisão do Mundial altera o clima no paddock da Fórmula 1

A Espanha enfrentará a Argentina na final da Copa do Mundo, marcada para domingo (19), em Nova York. Enquanto isso, Inglaterra e França disputarão o terceiro lugar no sábado.
No começo da competição, o grid da Fórmula 1 reunia pilotos de 18 nacionalidades presentes no torneio. No entanto, somente três competidores chegaram à rodada decisiva com seus países ainda na luta pelo título.
Fernando Alonso e Carlos Sainz representam a torcida espanhola. Do outro lado, Franco Colapinto acompanha a seleção argentina em busca da taça.
Por isso, além da tradicional rivalidade esportiva nas pistas, o fim de semana na Bélgica ganhou uma disputa paralela entre os pilotos.
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Colapinto leva camisa da Argentina para os boxes
Franco Colapinto foi um dos pilotos que mais demonstraram envolvimento com a Copa do Mundo. Após a classificação argentina, o competidor da Alpine apareceu nos boxes usando uma camisa da seleção com o número 10 de Lionel Messi.
A Argentina avançou depois de superar a Inglaterra por 2 a 1, de virada, na semifinal. O resultado levou o país a mais uma decisão e aumentou a mobilização entre os torcedores.
Além de celebrar a vaga, Colapinto relacionou a postura da equipe argentina com os desafios encontrados em sua carreira na Fórmula 1.
Espírito argentino inspira piloto da Alpine
Segundo o argentino, a cultura esportiva de seu país valoriza a persistência diante de momentos difíceis. Para ele, a seleção demonstrou essa característica ao continuar lutando mesmo quando o desempenho dentro de campo não era o esperado.
Colapinto também destacou que a equipe manteve a intensidade até os minutos finais. Dessa forma, a campanha funciona como uma referência para o próprio piloto continuar buscando resultados nas pistas.
O competidor ressaltou ainda o orgulho de representar a Argentina no automobilismo. Afinal, na visão do piloto, uma disputa somente termina quando todas as possibilidades realmente se esgotam.
Alonso e Sainz ganham motivos para acreditar no título

A Espanha garantiu presença na decisão ao derrotar a França por 2 a 0. Consequentemente, Fernando Alonso e Carlos Sainz terão um motivo adicional para acompanhar o domingo decisivo.
Sainz já havia demonstrado apoio à seleção antes do início do torneio. Na ocasião, o espanhol desejou sorte ao elenco e afirmou que os torcedores acompanhariam cada etapa da campanha.
Agora, com a vaga assegurada, o país chega à final da Copa do Mundo embalado por uma vitória sem sofrer gols. O desempenho também reforçou a confiança dos representantes espanhóis no grid da F1.
Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1, e Sainz formam a dupla espanhola presente na categoria. Embora defendam equipes diferentes nas pistas, os dois estarão unidos pela torcida na decisão contra a Argentina.
Pilotos britânicos lamentam eliminação da Inglaterra
A derrota inglesa também gerou reações entre os competidores da Fórmula 1. Lewis Hamilton, Arvid Lindblad e Ollie Bearman avaliaram a campanha da seleção após a queda diante dos argentinos.
Hamilton afirmou que acompanhou a semifinal com tensão e ficou decepcionado com o resultado. Mesmo assim, o heptacampeão destacou o trabalho realizado pelos jogadores para levar a Inglaterra até as fases finais.
De acordo com o britânico, o elenco recebeu grande apoio durante o torneio e demonstrou dedicação. Porém, a dificuldade do confronto contra a Argentina acabou impedindo a classificação.
Lindblad critica mudança de postura durante a semifinal
Arvid Lindblad também lamentou a eliminação, mas apresentou uma análise mais crítica sobre o andamento da partida.
O piloto considerou que a Inglaterra demonstrou competitividade e vontade de vencer durante boa parte do confronto. Além disso, avaliou que a equipe inglesa apresentou uma postura mais agressiva do que em campanhas anteriores.
Entretanto, Lindblad não aprovou a forma como a Argentina administrou a vantagem depois de marcar. Embora tenha reconhecido a necessidade de proteger o resultado, o britânico considerou excessiva a mudança de estratégia.
Para ele, a Inglaterra produziu o suficiente para continuar no torneio. Ainda assim, não conseguiu transformar o desempenho em classificação.
Bearman valoriza evolução da seleção inglesa

Ollie Bearman adotou uma avaliação mais positiva. O piloto afirmou que voltou a acompanhar o futebol com interesse durante a competição e elogiou a atuação da Inglaterra.
Apesar do resultado desfavorável, Bearman considerou que a campanha apresentou motivos de orgulho para os torcedores britânicos. Dessa maneira, preferiu destacar o desempenho coletivo em vez de concentrar sua análise somente na eliminação.
Futebol divide torcida antes do GP da Bélgica
O encontro entre o GP da Bélgica e a final da Copa do Mundo criou uma situação incomum no calendário esportivo. Enquanto os pilotos disputam posições em Spa-Francorchamps, Espanha e Argentina se preparam para decidir o título em Nova York.
Colapinto estará ao lado da seleção argentina, enquanto Alonso e Sainz apoiarão os espanhóis. Já os britânicos, eliminados na semifinal, precisarão acompanhar a decisão sem a presença da Inglaterra.
Assim, o domingo terá dois focos para os competidores da Fórmula 1: o desempenho em uma das pistas mais tradicionais do campeonato e o resultado do maior torneio entre seleções do futebol.