F1: Lawson fala em desafio na Red Bull, mas vê saldo positivo na Holanda

Liam Lawson deixou o GP da Holanda satisfeito com seu retorno à Red Bull, mesmo admitindo que precisou enfrentar um processo complicado de adaptação ao RB22 em pouco tempo. Convocado para substituir Isack Hadjar em Zandvoort, o neozelandês conseguiu pontuar e avaliou de forma positiva sua passagem pela equipe principal.

Lawson largou em oitavo e terminou a corrida na sétima colocação. Apesar de reconhecer que ainda poderia ter feito alguns detalhes de maneira diferente, o piloto acredita que extraiu praticamente o máximo possível do carro durante o fim de semana.

Lawson voltou à Red Bull de forma inesperada

A oportunidade surgiu após Isack Hadjar fraturar o punho durante um treino realizado na pausa de verão.

Com o francês impossibilitado de disputar o GP da Holanda, a Red Bull chamou Lawson para ocupar temporariamente o segundo carro ao lado de Max Verstappen.

A mudança também teve consequências na Racing Bulls. Yuki Tsunoda foi convocado para disputar a etapa pela equipe enquanto Lawson assumia o RB22.

Assim, o neozelandês teve pouco tempo para se readaptar a um carro diferente e a uma estrutura com a qual não competia desde sua curta experiência na equipe principal em 2025.

Retorno ao RB22 exigiu rápida adaptação

Lawson não escondeu que compreender o comportamento do carro em apenas um fim de semana foi uma das partes mais complicadas da experiência.

O piloto precisou encontrar rapidamente referências de frenagem, limites de aderência e uma configuração que permitisse explorar melhor o RB22 em Zandvoort.

Mesmo diante dessas dificuldades, conseguiu avançar até uma posição razoável no grid.

Na classificação, Lawson colocou a Red Bull em oitavo lugar.

Para ele, o resultado já representou um ponto positivo, principalmente pelo curto período disponível para entender o carro.

Sétimo lugar encerrou fim de semana positivo

Na corrida, Lawson avançou uma posição e recebeu a bandeirada em sétimo.

Depois da prova, reconheceu que pretende analisar novamente seu desempenho para identificar onde poderia ter sido melhor.

“Tenho certeza de que há coisas que posso fazer melhor na corrida. Vou tentar refletir sobre isso”, afirmou.

Apesar da autocrítica, o sentimento predominante foi positivo.

Lawson considerou que conseguiu aproveitar a oportunidade e entregar um desempenho competitivo dentro das limitações apresentadas pela Red Bull naquele fim de semana.

Foto: XPB Images

Red Bull não tinha ritmo para lutar com os líderes

O neozelandês também deixou claro que uma colocação muito melhor seria difícil.

Segundo sua avaliação, o RB22 não apresentou velocidade suficiente para acompanhar os carros que estavam na frente.

Essa percepção já havia aparecido durante a classificação.

Lawson destacou que os dois carros da Red Bull ficaram atrás dos principais concorrentes no sábado, indicando que a limitação não estava apenas em sua adaptação individual.

Portanto, o sétimo lugar acabou sendo visto dentro da equipe como um resultado coerente com o desempenho disponível.

Lawson destaca classificação em Zandvoort

Entre os pontos que mais agradaram ao piloto esteve justamente a volta rápida no sábado.

Ele considerou positivo ter conseguido extrair um bom resultado na classificação mesmo com pouco conhecimento sobre o comportamento do carro.

Zandvoort também não oferece uma margem muito grande para erros.

O circuito holandês possui curvas inclinadas, trechos estreitos e poucas oportunidades claras de ultrapassagem, aumentando a importância de uma boa posição de largada.

Nesse cenário, sair em oitavo ajudou Lawson a construir sua corrida e permanecer dentro da zona de pontuação.

Passagem de 2025 aumentou pressão no retorno

A participação na Holanda também teve um significado particular para Lawson.

Foi sua primeira corrida pela equipe principal desde a breve passagem de duas etapas em 2025.

Dessa vez, o piloto retornou em uma situação diferente: convocado como substituto e sem uma preparação extensa antes de assumir o carro.

Por isso, além do resultado, o fim de semana serviu como mais uma oportunidade para mostrar sua capacidade de adaptação dentro da estrutura da Red Bull.

Lawson reconheceu que o processo foi difícil, mas afirmou ter gostado da experiência.

Lawson deixa Holanda satisfeito com oportunidade

Mesmo sem disputar as primeiras posições, Liam Lawson terminou o GP da Holanda considerando positiva sua atuação pela Red Bull.

O oitavo lugar no grid seguido pela sétima posição na corrida mostrou que o neozelandês conseguiu pontuar mesmo precisando aprender rapidamente as características do RB22.

Ainda há pontos que pretende revisar, especialmente em relação à corrida, mas Lawson não atribuiu o resultado apenas à própria adaptação. Na avaliação do piloto, faltou ritmo ao carro para enfrentar os adversários que ocupavam as posições da frente.

Por isso, o saldo em Zandvoort foi favorável. Depois de uma convocação inesperada e de pouco tempo para se acostumar novamente à equipe principal, Lawson conseguiu transformar o desafio em pontos e definiu sua passagem pela Holanda como “um bom fim de semana”.

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