Jenson Button acredita firmemente que o automobilismo mundial ainda pode testemunhar a consagração de um feito histórico nos próximos anos.
O ex-campeão mundial de Fórmula 1 compartilhou sua visão sobre os rumos de um dos maiores desafios do esporte a motor, apontando quem é o competidor atual com as reais credenciais para alcançar o topo do mundo.
A análise do britânico joga luz sobre uma ambição que parecia adormecida, mas que mantém um magnetismo único para os apaixonados por velocidade.
Para compreender o peso dessa declaração, é preciso olhar para o seletíssimo clube dos pilotos que desafiam as fronteiras das pistas. O foco está na busca por uma honraria que exige versatilidade máxima em circuitos completamente distintos, algo que poucos na história ousaram tentar e apenas uma lenda conseguiu concretizar até hoje.
O tamanho do desafio e o peso da Tríplice Coroa

A meta em questão é a mítica Tríplice Coroa do automobilismo. Trata-se de um título honorífico concedido ao piloto que vence as três provas mais prestigiadas e distintas do planeta:
- O heróico GP de Mônaco na Fórmula 1 (ou o campeonato mundial da categoria);
- A exigente prova de resistência das 24 Horas de Le Mans;
- A veloz e perigosa corrida das 500 Milhas de Indianápolis (Indy 500).
Atualmente, Fernando Alonso detém duas dessas três joias. O asturiano conquistou o Principado de Mônaco (em 2006 e 2007) e subiu ao topo do pódio no circuito de Sarthe, em Le Mans (2018 e 2019). Portanto, resta apenas o triunfo no oval norte-americano para igualar o feito histórico de Graham Hill, o único detentor dessa glória.
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Por que Jenson Button aposta no sucesso do ex-rival?

De acordo com a perspectiva de Jenson Button, o atual piloto da Aston Martin possui a melhor oportunidade da era moderna para fechar essa trinca.
Em um artigo recente produzido para a escuderia britânica, o campeão de 2009 enfatizou que o espanhol já provou ter o ritmo e a agressividade necessários para dominar o oval de Indianápolis.
“Fernando provavelmente tem a melhor chance de qualquer um de conseguir a ‘Tríplice Coroa’”, destacou Jenson Button. “Ele já venceu Mônaco e Le Mans, e chegou perto em Indianápolis, tendo liderado lá. Se ele quiser tentar novamente, ele absolutamente tem uma chance.”
Consequentemente, a experiência acumulada surge como o principal trunfo. O britânico reforça que a velocidade demonstrada anteriormente pelo espanhol anula qualquer dúvida sobre sua capacidade de adaptação, mesmo sendo um veterano do grid.
O retrospecto de altos e baixos no oval de Indianápolis
A trajetória de Alonso no Indianapolis Motor Speedway é marcada por uma montanha-russa de emoções através de três tentativas distintas:
- 2017 (A Estreia Surpreendente): Em sua primeira participação, operada pela Andretti/McLaren, o espanhol liderou 27 voltas e esteve na disputa direta pela vitória. Contudo, uma quebra no motor Honda na volta 179 encerrou o sonho.
- 2019 (O Fiasco do ‘Bump Day’): Uma das páginas mais duras de sua carreira. Em uma parceria problemática entre McLaren e Carlin, o piloto sofreu com a falta de ritmo do carro e não conseguiu sequer se classificar (DNQ) entre os 33 que largaram.
- 2020 (O Retorno Discreto): Competindo pela Arrow McLaren SP, Alonso enfrentou problemas de equilíbrio após um acidente nos treinos livres. Largou em 26º e cruzou a linha de chegada em uma modesta 21ª colocação, uma volta atrás do líder.
O futuro da busca pelo topo do automobilismo
Embora o foco do espanhol esteja totalmente voltado para o projeto da Aston Martin na Fórmula 1, o veredito de Jenson Button deixa claro que a porta de Indianápolis não está fechada. A consistência física e técnica que o bicampeão exibe na F1 mostra que o tempo não tem sido um obstáculo.
Em suma, a busca pela Tríplice Coroa permanece como um assunto inacabado. Caso decida alinhar novamente no famoso oval de Indiana, o mundo do esporte a motor sabe que, sob a chancela de especialistas como Button, a história poderá ser escrita a mais de 350 km/h.