A possibilidade de ver a BYD na Fórmula 1 voltou a movimentar os bastidores da categoria nas últimas semanas.
Depois de uma série de especulações envolvendo a fabricante chinesa, executivos da empresa decidiram esclarecer o assunto e revelaram qual é, de fato, a posição da marca sobre uma futura participação no campeonato.
Apesar de reconhecer o prestígio da F1, a BYD afirmou que não trabalha, neste momento, em qualquer projeto para integrar o grid. A fabricante, porém, deixou aberta a possibilidade de analisar a categoria caso ela ofereça benefícios tecnológicos compatíveis com sua estratégia.
BYD nega projeto para entrar na Fórmula 1
Nos últimos dias, rumores indicavam que a BYD poderia disputar a vaga de 12ª equipe da Fórmula 1.
As especulações ganharam ainda mais força após o nome de Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, ser ligado ao possível projeto.
Durante o Festival de Velocidade de Goodwood, no entanto, a fabricante tratou de afastar qualquer expectativa imediata.
A vice-presidente executiva da empresa, Stella Li, afirmou que não existe um plano em andamento para levar a BYD à principal categoria do automobilismo.
“Não, não existe nenhum projeto. Eu disse que não temos nenhum projeto em mente. O sonho sempre existe, mas não temos uma agenda concreta.”
Com isso, a fabricante descartou que esteja preparando uma entrada na Fórmula 1 no curto prazo.
Tecnologia é prioridade para a BYD
Embora tenha negado um projeto atual, a BYD também deixou claro que não descarta completamente a categoria no futuro.
Segundo o consultor especial Alfredo Altavilla, qualquer participação dependerá da possibilidade de desenvolver novas tecnologias em conjunto com a Fórmula 1.
Ele explicou que a empresa não pretende investir apenas para ganhar visibilidade global.
“Só consideramos a F1 na medida em que nossa tecnologia possa servir aos objetivos da categoria. Nunca participaremos da F1 apenas para colocar um adesivo na lateral de um carro.”
Na sequência, o dirigente reforçou que existem formas mais eficientes de investir recursos caso o objetivo seja apenas exposição da marca.
“Existem maneiras melhores de investir esse dinheiro.”
Novas regras podem abrir espaço
Apesar da negativa atual, Altavilla afirmou que mudanças futuras no regulamento podem alterar esse cenário.
Segundo ele, caso a Fórmula 1 crie um ambiente favorável para uma colaboração tecnológica, a BYD poderá voltar a analisar a possibilidade de participar da categoria.
“Se encontrarmos uma maneira de nos tornarmos parceiros tecnológicos da F1, poderemos ter interesse. Então precisaremos encontrar uma solução. Mas esse é um pré-requisito. Vamos ver como essas novas regras evoluem.”
Regulamento de motores segue em discussão
As declarações da BYD acontecem justamente enquanto a FIA trabalha na definição das regras técnicas que deverão entrar em vigor após 2030.
A proposta discutida atualmente prevê unidades de potência mais simples, com motores V8 e participação híbrida reduzida. No entanto, o regulamento definitivo ainda depende de aprovação e continua sendo debatido entre a federação e as fabricantes.
Como vimos acima, a BYD descartou qualquer projeto para entrar na Fórmula 1 neste momento, mas deixou claro que acompanha de perto o futuro da categoria. Caso as próximas regras técnicas criem oportunidades para o desenvolvimento de novas tecnologias, a fabricante chinesa poderá reavaliar sua posição nos próximos anos.