A Bajaj tem a 160 mais potente e supera CG e Factor, pelo menos quando o assunto é desempenho bruto.
Em um segmento dominado por Honda CG 160 e Yamaha Factor 150, a indiana Bajaj Dominar NS160 chega com números superiores e proposta mais voltada à performance.
Na prática, isso muda o equilíbrio da categoria, ainda que existam alguns pontos que pesam contra a Bajaj no uso cotidiano.
Potência e torque: Bajaj lidera com folga

Antes de tudo, os números deixam claro o posicionamento de cada modelo.
Bajaj Dominar NS160
Cilindrada: 160,3 cc
Potência: 17 cv
Torque: 1,48 kgf.m
Honda CG 160
Cilindrada: 162,7 cc
Potência: 14,7 cv
Torque: 1,43 kgf.m
Yamaha Factor 150
Cilindrada: 149 cc
Potência: 12 cv
Torque: 1,3 kgf.m
Nesse cenário, a Bajaj se destaca com a maior potência da categoria. Além disso, também entrega o maior torque, ainda que a diferença seja menor nesse ponto.
Na prática, isso se traduz em acelerações mais rápidas e melhor desempenho em retomadas.
Motor com arrefecimento a óleo é diferencial técnico
Outro ponto que coloca a Bajaj à frente está na engenharia do motor.
Enquanto CG e Factor utilizam arrefecimento a ar, a Dominar NS160 aposta em arrefecimento a óleo. Como resultado, o controle térmico é mais eficiente, principalmente em uso intenso.
Além disso, o motor conta com duas velas de ignição, o que melhora a queima de combustível e contribui para o desempenho.
Por outro lado, esse sistema também pode aumentar o custo de manutenção ao longo do tempo.
Desempenho na prática: mais rápida, mas com ressalvas

Com mais potência disponível, a Bajaj consegue ser mais rápida que as rivais diretas.
No entanto, essa vantagem vem acompanhada de alguns pontos de atenção.
O modelo não é flex, ou seja, funciona apenas com gasolina. Em um cenário brasileiro com combustível contendo etanol, isso pode impactar o funcionamento, principalmente com o motor frio.
Além disso, há relatos de funcionamento irregular nesse tipo de situação, o que pode incomodar no uso diário.
Consumo e proposta: onde CG e Factor ainda levam vantagem
Se por um lado a Bajaj entrega mais desempenho, por outro perde em versatilidade.
A Honda CG 160 e a Yamaha Factor são flex, permitindo uso com etanol ou gasolina. Isso amplia as opções do consumidor e facilita a adaptação ao preço do combustível.
Além disso, essas motos são conhecidas pela economia e manutenção simples, fatores decisivos para quem usa a moto como ferramenta de trabalho.
Nesse ponto, a Bajaj ainda precisa evoluir para competir diretamente no dia a dia.
Câmbio e ciclística: conjunto simples, mas eficiente

A Dominar NS160 utiliza câmbio manual de cinco marchas, assim como as concorrentes.
No entanto, não conta com embreagem assistida ou deslizante, mantendo um conjunto mais tradicional.
Na prática, o funcionamento é eficiente, mas sem grandes diferenciais tecnológicos nesse aspecto.
Posicionamento no mercado: desempenho contra tradição
A chegada da Bajaj muda o cenário da categoria, mas não resolve tudo.
Por um lado, entrega mais potência e tecnologia de motor. Por outro, ainda enfrenta desafios em confiabilidade percebida e adaptação ao combustível brasileiro.
Enquanto isso, CG e Factor continuam fortes pela tradição, rede de assistência e baixo custo de manutenção.
Vale a pena apostar na Bajaj?
A resposta depende do perfil do comprador. Se a prioridade for desempenho e potência, a Bajaj Dominar NS160 se destaca com facilidade.
Por outro lado, quem busca economia, simplicidade e facilidade de manutenção pode continuar preferindo Honda e Yamaha.
A Bajaj tem a 160 mais potente e supera CG e Factor nos números e no desempenho, trazendo uma proposta mais agressiva para a categoria.
No entanto, ainda existem pontos que impedem uma liderança absoluta. No fim, a escolha fica entre potência e praticidade, e isso depende diretamente do tipo de uso.






