As 5 motos mais visadas pelos criminosos em São Paulo revelam um padrão claro: quanto mais popular o modelo, maior o risco de roubo ou furto.
Dados recentes de monitoramento veicular mostram que motos com grande circulação e peças amplamente comercializadas acabam se tornando alvo preferencial no mercado ilegal.
Além disso, a facilidade de revenda de componentes no desmanche impulsiona esse cenário. Como resultado, modelos líderes de vendas também lideram os índices de criminalidade.
Ranking atualizado mostra domínio da linha Honda CG

De acordo com levantamentos recentes, a lista das motos mais visadas segue uma lógica direta: volume de vendas e abundância de peças.
Nesse sentido, a linha CG domina o ranking com folga. Veja os modelos mais visados:
- Honda CG 160
Atualmente, é a moto mais vendida do Brasil. Por isso, concentra o maior número de ocorrências, principalmente para desmontagem e revenda de peças. - Honda CG 150
Mesmo fora de linha, ainda possui uma frota enorme em circulação. Assim, continua sendo alvo frequente no mercado ilegal. - Honda CG 125
Apesar de mais antiga, compartilha muitos componentes com versões mais novas. Isso mantém a demanda por peças elevada. - Honda Biz
Bastante popular no uso urbano, chama atenção pela mecânica simples e grande presença nas ruas. - Yamaha Fazer 250
Diferente das demais, entra como representante das motos de maior cilindrada, mas ainda com alta circulação.
Portanto, fica evidente que a popularidade é um fator decisivo para a escolha dos criminosos.
Alta demanda por peças explica aumento dos roubos
Por trás desse ranking, existe um fator central: o mercado paralelo de peças. Quanto maior a procura por manutenção e reposição, maior o interesse dos criminosos nesses modelos.
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Além disso, motos como a CG possuem grande padronização de componentes. Ou seja, peças de diferentes anos e versões podem ser utilizadas sem grandes adaptações.
Com isso, o ciclo se mantém:
- Alta venda → mais motos nas ruas
- Mais motos → maior oferta para roubo
- Mais roubos → maior abastecimento do mercado ilegal
Assim, o problema se retroalimenta e se mantém ativo.
Regiões com maior incidência de roubos em São Paulo
Quando se analisa o mapa dos crimes, algumas regiões aparecem com mais frequência. Principalmente, áreas com grande fluxo de veículos e múltiplas rotas de fuga.
Entre os pontos mais críticos, destacam-se:
- Região da Sé
- Bairro da República
- Santana (Zona Norte)
- Santo Amaro (Zona Sul)
Além disso, locais com trânsito intenso favorecem abordagens rápidas, principalmente em semáforos.
Por outro lado, regiões com pouca iluminação também aumentam o risco durante estacionamentos.
Como reduzir o risco de roubo da sua moto
Embora não exista uma solução definitiva, algumas medidas ajudam a dificultar a ação criminosa. O ideal, portanto, é combinar diferentes estratégias de proteção.
Veja as principais:
- Instale rastreador: aumenta significativamente as chances de recuperação
- Use travas físicas: disco, corrente ou manopla dificultam o furto
- Adote alarmes sonoros: funcionam como elemento dissuasivo
- Prefira locais movimentados: reduz a exposição ao risco
- Mantenha atenção no trânsito: especialmente em paradas
Além disso, pequenas atitudes no dia a dia já fazem diferença na segurança.
Comparação: motos populares x risco de roubo
Para entender melhor, vale observar a relação entre popularidade e risco:
- Motos populares (CG, Biz): maior risco devido ao volume e peças
- Motos médias (Fazer 250): risco moderado
- Motos premium: menor incidência, porém não imunes
Ou seja, quanto mais comum o modelo, maior a probabilidade de ser visado.
Popularidade pode virar problema
Em resumo, as 5 motos mais visadas pelos criminosos em São Paulo mostram que o sucesso de vendas tem um efeito colateral importante.
Modelos como a Honda CG 160 lideram o ranking justamente por estarem em grande número nas ruas e terem peças valorizadas no mercado ilegal.
Por isso, além de escolher bem a moto, investir em segurança deixou de ser opcional. Afinal, em um cenário como esse, prevenção é essencial para evitar prejuízos.






