F1: McLaren vê Baku como um dos maiores desafios da temporada

A McLaren espera encontrar em Baku um dos fins de semana mais exigentes da temporada 2026 da Fórmula 1. O circuito do Azerbaijão mistura características muito diferentes e deverá colocar o MCL40 à prova em áreas que exigem compromissos importantes de acerto.

Rob Marshall, diretor técnico e chefe de design da equipe, destacou principalmente a combinação entre a longa reta principal e algumas das curvas mais lentas do calendário.

Para a McLaren, encontrar o equilíbrio entre velocidade final e carga aerodinâmica será fundamental para permanecer na disputa pelas primeiras posições.

Baku exige compromissos no acerto

O traçado azeri apresenta um desafio diferente de boa parte das pistas da temporada.

De um lado, existe uma das maiores retas da Fórmula 1, onde reduzir o arrasto aerodinâmico faz grande diferença. Do outro, aparecem setores estreitos e de baixa velocidade que exigem bastante aderência e estabilidade do carro.

Segundo Marshall, essa combinação obriga as equipes a encontrar um meio-termo.

Um carro configurado apenas para atingir grande velocidade nas retas pode perder desempenho nas curvas. Já uma escolha com muita carga aerodinâmica pode comprometer a velocidade máxima.

McLaren – Foto: XPB Images

“Modo Reta” pode ajudar a McLaren

Outro elemento importante será o chamado Modo Reta.

O recurso amplia as possibilidades de trabalhar com menor resistência ao avanço nos trechos rápidos sem abrir mão de toda a carga necessária para as curvas.

Mesmo assim, Marshall acredita que a diferença estará na maneira como cada equipe conseguirá aplicar essas soluções ao projeto e ao acerto do carro.

A gestão da energia também terá participação importante, principalmente em um circuito com uma reta tão extensa.

Pneus e freios serão outro desafio

A McLaren também está atenta ao comportamento dos pneus e dos freios.

Depois de passar pela longa reta, os pilotos chegam à primeira curva com esses componentes em condições diferentes das encontradas em outros pontos do circuito.

Marshall explicou que pneus e freios podem estar relativamente frios naquele momento, tornando a frenagem ainda mais delicada.

Esse tipo de situação poderá exigir bastante precisão dos pilotos, principalmente em um circuito de rua onde as áreas de escape são limitadas.

Erros podem custar caro

Outro ponto destacado pela equipe é justamente a proximidade dos muros.

Em Baku, um pequeno erro pode rapidamente resultar em danos importantes ao carro.

Além do custo dos reparos, um acidente também pode significar perda significativa de tempo de pista e obrigar a equipe a direcionar recursos que seriam utilizados no desenvolvimento de desempenho.

Por isso, executar um fim de semana limpo será tão importante quanto encontrar velocidade.

McLaren continuará evoluindo o MCL40

Mesmo com o desenvolvimento do carro de 2027 já em andamento, a McLaren não pretende abandonar o MCL40.

Marshall confirmou que o objetivo imediato continua sendo extrair mais desempenho do atual monoposto e disputar novas vitórias em 2026.

A equipe também pretende aproveitar tudo o que aprender nesta reta final para alimentar o projeto do próximo ano.

Para Baku, a expectativa é de uma disputa aberta. Na avaliação da McLaren, qualquer uma das quatro primeiras equipes pode ter condições de vencer, especialmente em uma temporada na qual as diferenças entre os principais concorrentes diminuíram ao longo do campeonato.

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