Bajaj e Royal Enfield bateram recordes de vendas no Brasil em agosto de 2026, reforçando o avanço das fabricantes indianas no mercado nacional de motocicletas. Embora Honda e Yamaha ainda dominem com ampla vantagem, as duas marcas vêm ganhando espaço com aumento de produção local, expansão da rede de concessionárias e modelos de menor cilindrada.
Os dados de emplacamentos mostram que agosto foi o melhor mês da história das duas empresas no país.
Bajaj passa de 3,5 mil motos em um único mês
A Bajaj registrou 3.521 motocicletas emplacadas em agosto, superando o recorde anterior de 3.371 unidades, alcançado em julho.
O crescimento foi de aproximadamente 4,5% de um mês recorde para o outro.
Com o resultado, a fabricante terminou agosto na quinta posição entre as marcas de motos mais vendidas no Brasil.
Um dos principais responsáveis pelo avanço é a Pulsar N150, que soma 6.360 unidades emplacadas entre janeiro e agosto de 2026.
Lançada no país em 2025, a motocicleta rapidamente ganhou importância dentro da operação brasileira da Bajaj, que também trabalha com diferentes modelos da família Dominar.

Royal Enfield também registra melhor resultado da história
A Royal Enfield alcançou 3.165 emplacamentos em agosto, estabelecendo um novo recorde mensal no Brasil.
A antiga marca era de 3.056 unidades, registrada em outubro de 2025.
A diferença representa um crescimento de aproximadamente 3,6%.
No acumulado do ano, a Hunter 350 aparece como principal modelo da empresa, com 5.684 unidades até agosto.
Somente no último mês foram 781 emplacamentos.
Logo atrás aparece a Himalayan, que terminou agosto com 753 unidades.
Modelos menores ajudam marcas a crescer
Os números mostram como motos de cilindrada mais baixa têm papel importante na estratégia das fabricantes indianas.
Na Bajaj, a Pulsar N150 funciona como porta de entrada para novos clientes. Já a Royal Enfield encontra na família 350 uma faixa mais acessível dentro de seu portfólio.
A marca ainda oferece motocicletas de 450 cm³ e 650 cm³, ampliando sua presença em diferentes categorias.
Esse movimento ajuda as duas empresas a atingir compradores que procuram alternativas às marcas tradicionais do mercado brasileiro.
Produção em Manaus sustenta expansão
Outro fator importante é a produção local.
A Bajaj iniciou suas atividades industriais em Manaus em 2024, com operação no regime CKD. A unidade foi a primeira fábrica própria da fabricante fora da Índia e passou a ter capacidade para produzir até 48 mil motocicletas por ano.
Além disso, a empresa continua ampliando sua rede de concessionárias.
A Royal Enfield também trabalha com montagem local em CKD e planeja inaugurar sua própria fábrica em Manaus em 2027.
A expansão da rede comercial acompanha esse crescimento.
Honda e Yamaha ainda lideram com folga
Apesar dos recordes, a diferença para as líderes continua enorme.
Em agosto, a Honda emplacou 131.427 motocicletas, enquanto a Yamaha registrou 30.195 unidades.
A Bajaj ficou em quinto lugar com 3.521 motos, enquanto a Royal Enfield terminou em sétimo, com 3.165.
Ainda assim, o crescimento das duas mostra que há espaço para novas marcas no país.
Além delas, Hero, Jawa e TVS também já demonstraram interesse em ampliar ou estabelecer operações no Brasil, indicando que a presença das fabricantes indianas pode ficar ainda maior nos próximos anos.