A Yamaha Tracer 7 chega ao Brasil por R$ 59.990 para ampliar a família de motocicletas equipadas com o conhecido motor CP2. Diferentemente da Ténéré 700, que possui uma proposta mais aventureira, a novidade concentra seus esforços no asfalto, combinando desempenho, conforto e equipamentos pensados para viagens.
A produção nacional começa em agosto de 2026, em Manaus (AM), enquanto as primeiras entregas estão previstas para setembro. A sport-touring será oferecida nas cores Redline, vermelha, e Midnight Black, preta, e entra em um segmento no qual Honda, Triumph, Kawasaki, CFMoto e Moto Morini já possuem representantes.
Tracer 7 aposta no conhecido motor CP2 de 73,4 cv
O coração da Yamaha Tracer 7 é o bicilíndrico em linha CP2 de 690 cm³, refrigerado a líquido e equipado com comando DOHC.
Ele desenvolve 73,4 cv a 8.750 rpm e 6,9 kgfm de torque a 6.500 rpm.
A transmissão utiliza câmbio manual de seis marchas acompanhado de embreagem assistida e deslizante.
Para esta aplicação, a Yamaha acrescentou acelerador eletrônico YCC-T, recurso que permitiu ampliar o pacote de assistência ao piloto.
Entre as novidades aparecem controle de tração com dois níveis de atuação e possibilidade de desligamento, além de piloto automático, que pode trabalhar entre 40 km/h e 180 km/h.
Rodas de 17 polegadas deixam clara a proposta
Apesar da posição elevada de pilotagem e da aparência crossover, a Tracer 7 não tenta ser uma big trail.
As duas rodas de liga leve possuem 17 polegadas, acompanhadas por pneus Michelin Pilot Road 6 GT. Na dianteira, a medida é 120/70ZR17, enquanto a traseira utiliza 180/55ZR17.
O conjunto reforça a intenção de privilegiar asfalto, estabilidade em velocidades maiores e comportamento em curvas.
Na suspensão dianteira aparece um garfo invertido KYB de 41 mm, com 130 mm de curso e possibilidade de ajustes.
Atrás, a motocicleta utiliza sistema Monocross com regulagem de pré-carga e retorno.
Freios e equipamentos acompanham a proposta sport-touring
A frenagem dianteira utiliza dois discos de 298 mm, acompanhados por pinças radiais de quatro pistões.
Na traseira há disco de 245 mm. O conjunto possui ABS.
Para aumentar a autonomia em viagens, o tanque comporta 18 litros, enquanto o peso em ordem de marcha é de 203 kg.
O assento permite ajuste de altura em uma faixa de 20 mm. Há ainda para-brisa com regulagem manual e protetores de mão que integram as setas.
No painel, a Yamaha utiliza uma tela TFT colorida de 5 polegadas, conectada ao smartphone pelo sistema Y-Connect.
A navegação pode ser exibida através do Garmin StreetCross.
Com preço sugerido de R$ 59.990, sem frete, a motocicleta também é oferecida com quatro anos de garantia.
Quais são as principais rivais da Yamaha Tracer 7?
A nova Yamaha entra em uma faixa de mercado bastante disputada. Embora cada concorrente tenha características próprias, todos combinam posição de pilotagem mais ereta, proteção aerodinâmica e proposta voltada principalmente ao turismo.
Honda NC 750X — R$ 61.948
A Honda NC 750X é uma das alternativas mais próximas em preço e aposta principalmente na praticidade.
Seu bicilíndrico de 745 cm³ desenvolve 58,6 cv e 7,03 kgfm, privilegiando torque em baixas e médias rotações.
Um dos grandes diferenciais é o compartimento de 23 litros no espaço normalmente ocupado pelo tanque, com capacidade para acomodar um capacete.
A Honda também oferece a opção de transmissão automatizada de dupla embreagem DCT, característica que pode pesar para quem busca maior conforto no trânsito e em viagens.
Em potência máxima, porém, a Tracer 7 leva vantagem.
Triumph Tiger Sport 660 — R$ 62.990
A Triumph Tiger Sport 660 segue uma receita mais esportiva.
Ela é a única deste grupo equipada com motor de três cilindros em linha, com 660 cm³.
São 81 cv e 6,32 kgfm, tornando a Triumph a mais potente entre as rivais apresentadas.
O pacote inclui modos de pilotagem, iluminação Full-LED, suspensões Showa e painel que combina TFT e LCD.
Por R$ 62.990, fica R$ 3 mil acima da Yamaha e pode chamar atenção principalmente de quem prioriza desempenho em rotações mais altas.
Kawasaki Versys 650 — R$ 63.590
A Kawasaki Versys 650 é uma das veteranas da categoria e possui forte vocação para longas viagens.
Seu motor bicilíndrico em linha de 649 cm³ entrega 67 cv e 6,2 kgfm.
Um dos destaques está no tanque de 21 litros, três litros maior que o utilizado pela Tracer 7.
A Versys também possui suspensão dianteira invertida com ajustes e para-brisa regulável.
Com preço de R$ 63.590, custa R$ 3.600 a mais que a Yamaha, mas compensa com uma configuração já conhecida por motociclistas que priorizam turismo rodoviário.
CFMoto Ibex 700 — R$ 44.990
A CFMoto Ibex 700 parte para uma estratégia diferente: entregar bastante equipamento cobrando menos.
Seu bicilíndrico de 693 cm³ desenvolve 70 cv e 6,2 kgfm.
Por R$ 44.990, fica aproximadamente R$ 15 mil abaixo da Tracer 7.
Mesmo assim, oferece recursos como piloto automático, modos de condução, painel digital, iluminação Full-LED e luzes auxiliares.
É justamente o preço que transforma a Ibex 700 em uma adversária importante para a Yamaha, principalmente entre compradores mais atentos ao custo-benefício.
Moto Morini X-Cape 650 — R$ 44.900
Por fim, a Moto Morini X-Cape 650 custa R$ 44.900 e aposta no visual marcante e em componentes de marcas reconhecidas.
O motor bicilíndrico de 649 cm³ produz 60 cv e 5,7 kgfm.
Entre os destaques estão painel TFT colorido de 7 polegadas, suspensão dianteira Marzocchi de 50 mm, freios Brembo e iluminação totalmente em LED.
Ela possui menos potência que a Yamaha, mas é cerca de R$ 15 mil mais barata e busca conquistar consumidores que querem uma motocicleta menos comum nas ruas.
Tracer 7 entra em disputa apertada por preço e desempenho
Por R$ 59.990, a Yamaha Tracer 7 fica praticamente no meio da categoria.
Ela é mais cara que CFMoto Ibex 700 e Moto Morini X-Cape 650, mas custa menos que Honda NC 750X, Triumph Tiger Sport 660 e Kawasaki Versys 650.
Seu principal argumento está no equilíbrio: são 73,4 cv, controle de tração, cruise control, TFT conectado, suspensão invertida e uma ciclística claramente pensada para asfalto.
Quem procura maior economia na compra encontra alternativas chinesas e italianas por cerca de R$ 45 mil. Já quem deseja transmissão DCT pode olhar para a Honda, enquanto a Triumph oferece mais potência.
A Tracer 7 tenta ocupar justamente o espaço entre esses extremos, aproveitando o conhecido motor CP2 para oferecer uma motocicleta destinada a quem quer viajar, enfrentar estradas sinuosas e manter uma condução mais esportiva sem partir para uma big trail.