Novo RAV4 PHEV entra na briga com Atto 8 por cerca de R$ 400 mil

O novo Toyota RAV4 PHEV chega ao Brasil por R$ 399.990 e assume uma missão importante dentro da gama: colocar o SUV japonês em uma faixa cada vez mais disputada por híbridos plug-in de alta potência.

Pelo mesmo valor do BYD Atto 8, a nova versão XSE combina 329 cv, tração integral e possibilidade de rodar até 61 km sem utilizar gasolina.

O modelo passa a ocupar o topo da linha RAV4 2027 e convive com as configurações híbridas convencionais S e SX. Além da mecânica mais potente, a XSE recebe equipamentos exclusivos, bateria maior e capacidade de recarga rápida em corrente contínua.

RAV4 2027 agora tem três versões

A gama brasileira passa a ser formada por duas configurações híbridas convencionais e uma plug-in.

VersãoPreço
RAV4 SR$ 319.620
RAV4 SXR$ 351.720
RAV4 XSE PHEVR$ 399.990

A diferença entre a versão S e a nova XSE chega a R$ 80.370.

Por outro lado, é justamente a configuração mais cara que recebe o conjunto de maior desempenho já oferecido no RAV4 vendido no Brasil.

Foto: Divulgação

RAV4 PHEV agora entrega 329 cv

Debaixo do capô está um motor 2.5 aspirado de quatro cilindros, com 189 cv e 24,2 kgfm.

Ele trabalha em conjunto com três motores elétricos.

Segundo a Toyota, os propulsores elétricos entregam 206 cv no eixo dianteiro e outros 55 cv atrás. A potência combinada do sistema chega a 329 cv.

Isso representa um avanço em relação aos 306 cv oferecidos anteriormente.

A tração é integral AWD e utiliza o motor elétrico traseiro para movimentar o segundo eixo quando necessário.

RAV4 vai de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos

O aumento de potência também aparece no desempenho.

O RAV4 PHEV acelera de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e chega a uma velocidade máxima de 180 km/h.

Além dos modos Normal, Eco, EV e Sport, o motorista pode selecionar diferentes estratégias para o conjunto híbrido.

Há opções EV, HEV e Auto, que determinam quando o carro deverá priorizar eletricidade ou utilizar também o motor a gasolina.

Para situações com menor aderência, existem ainda os modos de terreno Trail, Snow e Normal.

Bateria do RAV4 permite rodar 61 km sem gasolina

A maior diferença para os RAV4 híbridos convencionais está na bateria.

A versão XSE utiliza um conjunto de íons de lítio com 22,7 kWh, capacidade que permite deslocamentos muito maiores utilizando apenas eletricidade.

Segundo o Inmetro, são até 61 km de autonomia elétrica.

Assim, um proprietário com possibilidade de carregar o veículo em casa ou no trabalho pode realizar boa parte dos trajetos urbanos diários sem acionar o motor 2.5.

Naturalmente, a autonomia real pode variar de acordo com trânsito, temperatura, velocidade e utilização do ar-condicionado.

Recarga rápida do RAV4 chega a 50 kW

Outro diferencial é a possibilidade de utilizar carregadores rápidos.

Em corrente alternada, o RAV4 aceita potência de até 11 kW.

Já em corrente contínua, o limite chega a 50 kW.

A presença de recarga DC ainda não é comum entre todos os híbridos plug-in e pode ser útil principalmente durante viagens ou quando o motorista precisa recuperar energia em menos tempo.

Porta-malas do RAV4 perde espaço na versão PHEV

Externamente, a nova configuração segue a identidade mais recente do RAV4.

A dianteira adota o estilo chamado de “Hammerhead”, marcado por faróis estreitos, capô com vincos fortes e para-lamas destacados.

A XSE recebe rodas de 20 polegadas em preto, spoiler traseiro e pintura em dois tons. O teto é sempre preto.

As dimensões permanecem em 4,60 metros de comprimento, 1,86 m de largura, 1,70 m de altura e 2,69 m de entre-eixos.

Já o porta-malas sofre com a presença do sistema plug-in.

São 421 litros, bem abaixo dos 514 litros encontrados nas configurações híbridas convencionais.

Cabine do RAV4 traz telas maiores e som JBL

A lista de equipamentos acompanha o preço próximo dos R$ 400 mil.

A central multimídia possui 12,9 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay, enquanto o quadro digital mede 12,3 polegadas.

Há também head-up display e sistema de áudio premium JBL.

O pacote de conforto inclui teto solar panorâmico, ar-condicionado automático de duas zonas, iluminação ambiente, carregamento de celular por indução e quatro portas USB-C.

Os bancos dianteiros possuem aquecimento e ventilação.

O motorista conta ainda com ajustes elétricos em dez posições e memória, enquanto o passageiro possui regulagem elétrica em oito posições.

Safety Sense 4.0 do RAV4 amplia pacote de segurança

O RAV4 XSE estreia o Toyota Safety Sense 4.0.

Entre os recursos estão ACC, frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres, ciclistas e motociclistas, centralização na faixa e alerta de saída involuntária.

O conjunto também inclui reconhecimento de placas, farol alto adaptativo e alerta de saída segura para evitar abertura da porta diante da aproximação de veículos ou ciclistas.

Há ainda câmera 360°, assistente de estacionamento, monitoramento da pressão dos pneus e sete airbags.

Revisões do RAV4 custam R$ 5.444 nas cinco primeiras visitas

A Toyota também já divulgou os custos das primeiras manutenções.

Somadas, as cinco primeiras revisões custam R$ 5.444,85.

A mais barata é a primeira, por R$ 714,77, enquanto a quarta é a mais cara, chegando a R$ 1.705,77.

O SUV possui garantia de fábrica de cinco anos. Os componentes do sistema híbrido têm cobertura de oito anos.

Além disso, o programa Toyota 10 permite ampliar a garantia geral para até dez anos, desde que sejam cumpridas as condições e revisões previstas pela fabricante.

RAV4 PHEV ou BYD Atto 8?

O preço coloca os dois diretamente na mesma faixa: R$ 399.990.

O Toyota aposta em uma receita conhecida, agora reforçada por 329 cv, tração integral, bateria maior e autonomia elétrica suficiente para boa parte dos deslocamentos urbanos.

A escolha entre eles, porém, não depende apenas de potência. Espaço, autonomia, equipamentos e proposta de cada modelo também pesam.

Para o RAV4 PHEV, o principal argumento é combinar a experiência já conhecida do SUV japonês com uma mecânica muito mais forte e eletrificada. A chegada por praticamente R$ 400 mil mostra, porém, que a Toyota terá de enfrentar concorrentes chineses cada vez mais completos justamente em uma faixa na qual tradição, sozinha, já não decide a compra.

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