A F1 reservou um fim de semana especialmente complicado para George Russell no GP da Bélgica. O britânico enfrentou dificuldades para acompanhar o desempenho esperado da Mercedes, principalmente nos trechos de alta velocidade do circuito de Spa-Francorchamps.
Embora o resultado inicial pudesse indicar apenas uma configuração inadequada, a análise da equipe apontou fatores mais profundos. Toto Wolff revelou que os engenheiros encontraram anomalias que afetaram diferentes momentos do fim de semana.
Mercedes identifica perda de energia no carro de Russell

Durante os treinos e a classificação, Russell reclamou diversas vezes da falta de velocidade nas retas. O problema ficou ainda mais evidente no último setor de Spa, onde o piloto perdeu aproximadamente quatro décimos em relação a Kimi Antonelli.
Segundo Wolff, a Mercedes encontrou uma deficiência no funcionamento do motor instalado no carro do britânico. O sistema entregava menos energia até a aproximação da curva 18, prejudicando principalmente as voltas rápidas.
A equipe estima que a falha tenha custado entre dois e dois décimos e meio no modo utilizado durante a classificação. Em ritmo de corrida, por outro lado, o impacto seria consideravelmente menor.
Além disso, Spa facilitou a identificação do defeito por exigir bastante do sistema de recuperação e distribuição de energia. Em Budapeste, próxima etapa da temporada, o problema poderia passar despercebido devido às características mais travadas do Hungaroring.
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Diferença para Antonelli chamou atenção
A comparação com Antonelli foi fundamental para que a Mercedes percebesse a anormalidade. Enquanto o italiano conseguia manter um desempenho mais competitivo nas retas, Russell perdia terreno justamente nas áreas mais sensíveis à potência.
Portanto, a diferença entre os dois carros não estava relacionada apenas ao acerto ou à condução. Os dados indicaram que Russell não contava com toda a energia disponível durante os momentos decisivos da volta.
Falha inédita surgiu logo após a largada

Apesar do problema encontrado antes da corrida, Russell enfrentou uma nova dificuldade durante a prova. Após passar pela primeira curva, o piloto sofreu uma queda repentina de potência na aceleração.
Como consequência, perdeu várias posições na longa reta que leva até Les Combes. A perda de rendimento também contribuiu para colocá-lo em uma situação delicada no pelotão, pouco antes do incidente com Lewis Hamilton.
Wolff explicou que a falha não ficou restrita ao carro de Russell. Todos os motores Mercedes apresentaram alguma redução de energia na saída da primeira curva.
No entanto, o britânico sofreu efeitos mais intensos. Antonelli também foi prejudicado e, por isso, terminou a reta em quinto, quando poderia ter mantido a terceira posição.
Novo contratempo preocupa a Mercedes
A Mercedes ainda não tinha encontrado esse tipo de comportamento durante as simulações. Conforme explicou Wolff, seria necessário procurar especificamente pela falha para reproduzi-la no simulador.
Dessa forma, o problema registrado em Spa foi classificado como inédito. A equipe deverá analisar os dados antes do GP da Hungria para evitar uma nova perda de desempenho.
O episódio trouxe consequências importantes para a Mercedes na disputa do campeonato de construtores. Russell também deixou escapar pontos relevantes em uma etapa na qual esperava aproveitar as longas retas do circuito belga.
Assim, a F1 terminou o fim de semana de Spa com novas dúvidas para a equipe alemã. Agora, a Mercedes precisa corrigir as falhas e garantir que Russell volte a competir em condições iguais nas próximas etapas.