As scooters de maior cilindrada ganharam espaço no Brasil ao oferecer uma combinação diferente de conforto, desempenho e praticidade. Embora a Zontes 368G represente uma nova fase desse segmento, outros modelos também provocaram mudanças importantes no mercado nacional.
Em épocas distintas, algumas dessas motocicletas apresentaram propostas inéditas, enquanto outras conquistaram consumidores ao dominar categorias ainda pouco exploradas. Além disso, elas ajudaram a ampliar a imagem das scooters, antes associadas principalmente aos deslocamentos urbanos.
Scooters ampliaram suas propostas no mercado brasileiro
Durante muitos anos, o mercado brasileiro concentrou sua oferta em modelos compactos e voltados para trajetos curtos. Entretanto, o crescimento das cilindradas trouxe novas possibilidades para quem buscava mais potência e conforto.
Nesse cenário, três scooters se destacaram por motivos diferentes. Uma apostou na versatilidade para viagens e terrenos leves. Outra priorizou desempenho esportivo. Já a terceira ajudou a popularizar os modelos de 300 cc no país.
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Honda X-ADV uniu características de scooter e motocicleta touring

A Honda X-ADV desembarcou oficialmente no Brasil em 2017 com uma proposta pouco comum para a época. O modelo combinava posição elevada de pilotagem, proteção aerodinâmica e elementos voltados para percursos fora do asfalto.
Além disso, a suspensão de longo curso permitia enfrentar trechos leves de terra com maior facilidade. Dessa forma, a X-ADV ampliou os limites tradicionais da categoria e apresentou uma alternativa para quem desejava viajar sem abrir mão da praticidade.
O motor bicilíndrico de 750 cc também equipa a Honda NC 750X. O conjunto entrega 58 cv de potência a 6.750 rpm e torque de 7,03 kgf.m a 4.750 rpm.
Segundo a Tabela Fipe de julho de 2026, a Honda X-ADV 2017 alcança valor médio de R$ 53.330.
Yamaha T-Max levou esportividade ao segmento

A Yamaha T-Max teve uma passagem curta pelo Brasil, entre 2014 e 2017. Apesar disso, o modelo deixou uma marca importante ao apostar em desempenho e visual esportivo.
Seu motor bicilíndrico de 530 cc produz 46 cv a 6.750 rpm. Além disso, entrega torque de 5,2 kgf.m a 5.250 rpm.
A carenagem agressiva reforçava a proposta dinâmica, enquanto a arquitetura de scooter preservava a facilidade de condução. Portanto, a T-Max atendia quem buscava praticidade, mas não queria abrir mão de uma experiência mais esportiva.
Mesmo depois de sair do mercado oficial, seu estilo continuou como referência entre as scooters de alta cilindrada. Na Tabela Fipe de julho de 2026, o último modelo vendido no país aparece avaliado em R$ 56.892.
Dafra Citycom 300 popularizou as scooters maiores

A Dafra Citycom 300 chegou ao Brasil em 2011 e encontrou um mercado com poucas opções semelhantes. Naquele momento, o modelo oferecia mais potência, espaço e conforto do que as scooters compactas disponíveis.
Seu motor de 300 cc entrega 27 cv a 8.000 rpm e torque de 25 Nm a 6.000 rpm. Assim, a Citycom conseguia atender tanto aos trajetos urbanos quanto aos deslocamentos mais longos.
Além disso, o modelo conquistou espaço ao unir desempenho superior e facilidade de uso. Como resultado, permaneceu durante anos como uma das principais referências da categoria no mercado brasileiro.
De acordo com a Tabela Fipe de julho de 2026, a Dafra Citycom 300 2016 possui valor médio de aproximadamente R$ 12.686.
Zontes 368G chega após modelos que transformaram o segmento
A chegada da Zontes 368G abre um novo capítulo entre as scooters vendidas no Brasil. No entanto, Honda X-ADV, Yamaha T-Max e Dafra Citycom 300 já haviam mostrado que a categoria poderia ir além dos deslocamentos urbanos.
Cada uma seguiu um caminho diferente. Ainda assim, todas ajudaram a ampliar o interesse por scooters mais potentes, confortáveis e versáteis no mercado nacional.