A F1 pode ver uma Ferrari ainda mais agressiva depois das férias da temporada 2026.
A vitória de Charles Leclerc no GP da Inglaterra mostrou que a equipe italiana ainda está atrás da Mercedes em performance pura, mas também deixou claro que existe margem para crescimento na SF-26.
Ferrari ganha fôlego após vitória de Leclerc
O triunfo de Leclerc em Silverstone mudou o clima em Maranello.
Mesmo sem ter o carro mais forte do grid, a Ferrari conseguiu transformar uma oportunidade em vitória e mostrou que pode incomodar mais na segunda parte do campeonato.
Além disso, o resultado reforçou uma leitura importante: a equipe ainda tem espaço para mexer no carro. Por isso, o próximo pacote de atualizações já aparece como peça-chave para manter a reação viva.
A previsão é que as novidades cheguem no GP dos Países Baixos, em Zandvoort, logo depois da pausa da F1.
Novo pacote mira pistas de alta carga
O próximo conjunto de melhorias da Ferrari deve ter foco em circuitos de alta carga aerodinâmica.
Portanto, Zandvoort aparece como um palco ideal para testar a evolução da SF-26 em um tipo de pista que exige bastante do equilíbrio do carro.
Diego Tondi, chefe de aerodinâmica da Ferrari, esteve em Silverstone acompanhando de perto o comportamento da equipe.
A presença dele chamou atenção porque o circuito inglês prometia ser mais complicado para o time, tanto na classificação quanto na corrida.
No entanto, o desempenho foi melhor do que o esperado. Isso aumentou a confiança interna e abriu caminho para uma nova fase de desenvolvimento.
Projeto da SF-26 ajuda Ferrari a gastar melhor
Um dos pontos que explica a quantidade de novidades preparadas pela Ferrari está na própria concepção do projeto de 2026. A equipe teria investido menos no carro base, o que agora permite maior liberdade financeira para buscar soluções durante a temporada.
Na prática, isso ajuda a entender como Maranello consegue trabalhar em atualizações sem comprometer tanto o teto de gastos.
Enquanto outras equipes gastaram mais no projeto inicial, a Ferrari deixou uma margem maior para evoluir os carros de Lewis Hamilton e Charles Leclerc ao longo do campeonato.
Simulação não conta toda a história
Outro fator importante está na dificuldade de prever o comportamento dos carros atuais. As simulações indicavam que a Ferrari poderia ser até 0s7 mais lenta em pistas como Silverstone e Spa-Francorchamps.
Porém, a realidade foi menos dura. Isso acontece porque os carros de 2026 são extremamente sensíveis às variações de aderência.
Com a tração mudando, a parte elétrica do motor também muda sua forma de trabalhar. Isso afeta tanto a regeneração quanto a entrega de energia. Assim, o tempo de volta passou a depender de um equilíbrio entre aerodinâmica, tração e sistema elétrico.
Hamilton cresce e mantém Ferrari na briga
Lewis Hamilton ocupa o terceiro lugar no Mundial de Pilotos, 32 pontos atrás de Andrea Kimi Antonelli. Apesar disso, o heptacampeão foi quem mais pontuou nas últimas quatro etapas: 75 pontos contra 48 de Kimi.
Além disso, Hamilton é o único piloto que pontuou em todas as corridas de 2026.
A F1 volta entre 17 e 19 de julho, no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. Depois disso, todas as atenções se voltam para Zandvoort, onde a Ferrari tentará confirmar sua reação.