F1: notas do GP da Inglaterra colocam Leclerc no topo e expõem crise da Mercedes
A F1 saiu do GP da Inglaterra com um daqueles resultados que mudam o tom da temporada. Charles Leclerc venceu, encerrou um jejum importante e aproveitou uma nova falha da Mercedes, enquanto Andrea Kimi Antonelli viu escapar uma vitória que parecia encaminhada.
Leclerc vence e tira peso das costas
Charles Leclerc recebeu nota 9.0 pelo desempenho em Silverstone. O monegasco fez uma grande largada, aproveitou o momento certo da corrida e conquistou sua primeira vitória desde o GP dos Estados Unidos de 2024.
É verdade que o triunfo teve ajuda das circunstâncias. No entanto, a Ferrari soube transformar os problemas da Mercedes em oportunidade real. Em uma temporada marcada por falhas de confiabilidade, esse tipo de brecha pode aparecer em qualquer fim de semana.
Além disso, a vitória tem peso psicológico. Leclerc vinha sendo superado por Lewis Hamilton e precisava de uma resposta forte. No GP da Inglaterra, ela veio.
Mercedes deixa escapar corrida que parecia dominada
Andrea Kimi Antonelli também recebeu nota 9.0, mesmo terminando apenas em 15º. O motivo é simples: ele foi o nome mais forte do fim de semana e provavelmente venceria com margem se a Mercedes não tivesse voltado a falhar.
A largada ruim já complicou o cenário, mas o golpe decisivo veio na confiabilidade. Mais uma vez, o carro apresentou problema e tirou do piloto uma chance clara de vitória.
Por isso, a crise da Mercedes pesa tanto. A equipe tem velocidade, mas ainda não consegue transformar domínio em resultado com segurança.
Russell salva pódio com sorte e Hamilton lamenta
George Russell ficou com nota 6.0. Ele não teve ritmo para acompanhar o companheiro de equipe e também ficou atrás das Ferrari durante boa parte do fim de semana. Mesmo assim, acabou beneficiado pelo cenário da corrida e saiu com um resultado importante.
O safety-car no fim também ajudou. Russell tinha pneus mais gastos, enquanto vários rivais vinham logo atrás com compostos novos. Como a bandeira verde não voltou, ele escapou de uma pressão maior.
Lewis Hamilton, por outro lado, recebeu nota 8.0. A queima de largada pesou contra ele, assim como a ausência de relargada no fim. O britânico perdeu a chance de atacar o segundo lugar e talvez até brigar pela vitória.
Mesmo assim, Leclerc foi mais rápido e mais eficiente durante a prova.
Norris fica perto de reagir
Lando Norris também terminou com nota 8.0. O piloto da McLaren tinha pneus novos e aguardava a relargada para tentar ganhar posições. Porém, a corrida terminou sem a bandeira verde.
Ainda assim, Norris fez uma boa etapa. Ele não tinha ritmo para repetir a vitória da temporada anterior, principalmente diante da força de Mercedes e Ferrari. Dentro desse cenário, fez o possível.
Racing Bulls domina o meio do grid
A Racing Bulls voltou a impressionar. Liam Lawson recebeu nota 8.5 e confirmou a ótima fase da equipe no pelotão intermediário. Já virou rotina ver os dois carros do time aparecendo entre os melhores fora das quatro principais forças.
Isack Hadjar levou 7.5. Seu grande momento veio na classificação, quando conseguiu superar Max Verstappen em ritmo durante toda a formação do grid. Na corrida, manteve desempenho regular.
Arvid Lindblad também foi bem e recebeu 8.0. Ficou atrás do companheiro mais experiente, mas superou os rivais diretos e voltou a mandar recado para a Red Bull.
Bortoleto volta aos pontos após quatro meses
Gabriel Bortoleto recebeu nota 8.0 e teve um dos resultados mais importantes da corrida. O brasileiro voltou ao top-10 depois de quatro meses, desde o GP da Austrália, que abriu a temporada.
Após a prova, Bortoleto resumiu bem o momento ao dizer que cada ponto é sofrido. A Audi demorou a voltar a pontuar, mas o carro já dava sinais de que não estava tão distante dos rivais.
Agora, a meta é manter a sequência e transformar esse oitavo lugar em ponto de partida.
Alpine coloca dois carros nos pontos
Franco Colapinto recebeu nota 7.0. Depois de um fim de semana ruim da Alpine na Áustria, a equipe recuperou certa normalidade na Inglaterra e colocou seus dois carros nos pontos.
Pierre Gasly ficou com 6.5. Mesmo largando de trás, conseguiu se recuperar. Porém, não saiu totalmente satisfeito. Ele citou a punição no grid, atribuída a um problema no rádio, e também um erro no sistema de pit-stop.
De certa forma, o décimo lugar acabou sendo um resultado até melhor do que a corrida indicava.
Piastri sofre e McLaren alterna bons momentos
Oscar Piastri recebeu nota 4.0. A asa dianteira quebrada logo na primeira volta praticamente antecipou a corrida difícil que viria.
A McLaren, mais uma vez, teve apenas um de seus pilotos em bom nível no fim de semana. Pelo menos, Norris e Piastri seguem alternando esses momentos.
Oliver Bearman ficou com 6.0. Teve largada ruim, se envolveu em confusão no pelotão e viu a Haas perder a chance de brigar por pontos. Esteban Ocon recebeu 5.5. Ele largou melhor que Bearman, mas terminou atrás após ritmo discreto e pit-stop longo por problema na traseira direita.
Verstappen abandona chance de pódio
Max Verstappen recebeu nota 6.5. Ele teve sorte para aparecer na briga pelo pódio, mas uma escapada no fim acabou com suas chances.
O piloto apontou uma asa mal fixada como responsável pela perda brusca de downforce, que iniciou a rodada. Com isso, sua corrida praticamente acabou ali.

Aston Martin e Williams seguem em baixa
Fernando Alonso recebeu 4.5, em mais uma corrida sem grande impacto. Lance Stroll ficou com 4.0 e também não teve muito o que mostrar. A Aston Martin segue distante de um cenário competitivo.
Carlos Sainz levou 5.0. Ele até apareceu no top-10 em certo momento, mas perdeu rendimento ao longo da prova. A Williams voltou a cair na ordem de forças após as atualizações das rivais.
Alexander Albon recebeu 3.0. A batida no início comprometeu toda sua corrida. Depois disso, a estratégia ficou perdida e ele abandonou longe do pelotão.
Notas completas do GP da Inglaterra
| Posição | Piloto | Nota |
|---|---|---|
| 1º | Charles Leclerc | 9.0 |
| 2º | George Russell | 6.0 |
| 3º | Lewis Hamilton | 8.0 |
| 4º | Lando Norris | 8.0 |
| 5º | Isack Hadjar | 7.5 |
| 6º | Liam Lawson | 8.5 |
| 7º | Arvid Lindblad | 8.0 |
| 8º | Gabriel Bortoleto | 8.0 |
| 9º | Franco Colapinto | 7.0 |
| 10º | Pierre Gasly | 6.5 |
| 11º | Oscar Piastri | 4.0 |
| 12º | Oliver Bearman | 6.0 |
| 13º | Esteban Ocon | 5.5 |
| 14º | Sergio Pérez | 5.5 |
| 15º | Andrea Kimi Antonelli | 9.0 |
| 16º | Valtteri Bottas | 5.0 |
| 17º | Carlos Sainz | 5.0 |
| 18º | Fernando Alonso | 4.5 |
| 19º | Lance Stroll | 4.0 |
| 20º | Max Verstappen | 6.5 |
| 21º | Alexander Albon | 3.0 |
| 22º | Nico Hülkenberg | 4.5 |
Média da temporada após Silverstone
Antonelli segue na liderança da média da temporada, com 8.2. Hamilton aparece logo atrás, com 7.7, enquanto Pierre Gasly fecha o top-3, com 7.2.
Max Verstappen e Liam Lawson aparecem empatados com 7.1. Já Leclerc, mesmo com a vitória na Inglaterra, ainda tem média 6.2, empatado com Oliver Bearman e Gabriel Bortoleto.
O GP da Inglaterra recebeu nota 6.0. A corrida teve problemas espalhados por várias equipes, alternativas estratégicas e momentos interessantes, embora também tenha sido marcada por situações estranhas.
Até agora, o melhor GP da temporada segue sendo o Canadá, com nota 6.5. O pior continua sendo Mônaco, com 3.0. A média geral está em 6.6.
F1 volta em Spa com Mercedes pressionada
A F1 retorna entre 17 e 19 de julho, no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. Depois de Silverstone, Leclerc chega mais forte, a Ferrari ganha moral e a Mercedes precisa resolver uma crise que já custa vitórias.
A velocidade existe. O problema é transformar desempenho em resultado. E, enquanto isso não acontece, rivais como Ferrari e Leclerc seguem prontos para aproveitar.