O Chefe da McLaren, Andrea Stella decidiu se posicionar em meio às dúvidas que cresceram no paddock sobre o ritmo de desenvolvimento das principais equipes da F1. Em uma temporada marcada por pacotes técnicos constantes e disputas apertadas, o orçamento virou assunto tão importante quanto o desempenho dentro da pista.
A McLaren, porém, trata o tema com tranquilidade. Mesmo com uma sequência de atualizações no MCL40, a equipe britânica garante que não foi pega de surpresa pelo limite financeiro da categoria. Pelo contrário: o time afirma ter planejado a temporada já esperando uma corrida intensa por evolução.
McLaren nega pressão financeira no desenvolvimento do MCL40

A discussão ganhou força porque a McLaren tem levado novidades ao carro em várias etapas do campeonato. O primeiro grande movimento veio entre os GPs de Miami e do Canadá, quando a equipe iniciou uma fase mais forte de desenvolvimento.
Em Montreal, o time detalhou que o pacote envolvia mudanças em áreas importantes do carro. Entre elas estavam assoalho, chassi, asas dianteira e traseira, carroceria, halo e estrutura de proteção.
Além disso, a equipe ainda apresentou novidades em Mônaco, Barcelona e também no GP da Áustria. Ainda assim, Stella afirma que esse volume de trabalho já estava previsto dentro do planejamento financeiro da escuderia.
Segundo o dirigente, não faria sentido encarar 2026 como uma temporada decidida por atualizações sem reservar dinheiro para isso. Por isso, a McLaren separou uma parte do orçamento especificamente para manter o desenvolvimento ao longo do ano.
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Rivais observam ritmo forte das equipes de ponta
O crescimento técnico da McLaren não passou despercebido. Nos bastidores, outras equipes começaram a questionar como os principais times conseguem manter tantas atualizações dentro do teto orçamentário da F1.
A Ferrari, por exemplo, também acelerou seu programa de evolução. A equipe italiana apresentou dois pacotes relevantes, um em Miami e outro em Barcelona, aumentando ainda mais a atenção sobre os gastos das concorrentes.
Carlos Sainz, atualmente na Williams, afirmou que o tema gera curiosidade no paddock. Para ele, muitas equipes tentam entender como os times de ponta conseguem levar tantas peças novas em uma sequência curta de corridas.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, também comentou o assunto. O dirigente indicou que algumas equipes podem ficar sem margem financeira mais adiante, especialmente se continuarem apresentando atualizações no mesmo ritmo.
Stella defende planejamento antecipado da McLaren

Apesar das dúvidas externas, Andrea Stella foi direto ao defender a estratégia da McLaren. O chefe da equipe explicou que o time se preparou tecnicamente e financeiramente para uma temporada baseada em evolução constante.
De acordo com ele, a McLaren sempre enxergou 2026 como um campeonato em que o desenvolvimento poderia definir posições importantes. Por esse motivo, a escuderia buscou garantir recursos para responder às necessidades do carro durante o ano.
O dirigente também destacou que a equipe segue focada em melhorias aerodinâmicas, mecânicas e no comportamento dos pneus. Esses pontos são considerados essenciais para deixar o MCL40 mais competitivo nas próximas etapas.
Asa “Macarena” ficou fora dos testes na Áustria
No GP da Áustria, a McLaren ainda pretendia avaliar uma nova versão da asa dianteira. A peça, apelidada de “Macarena”, acabou não indo para a pista porque não recebeu a aprovação final antes das atividades.
Mesmo com esse contratempo, o trabalho de desenvolvimento não foi interrompido. A equipe segue tratando cada atualização como parte de um plano maior para sustentar o desempenho ao longo da temporada.
Chefe da McLaren afasta risco imediato no teto orçamentário
Andrea Stella encerrou o assunto ao afirmar que, neste momento, o teto orçamentário não representa uma ameaça para os planos da equipe. Segundo ele, a McLaren protegeu uma fatia do orçamento justamente para continuar evoluindo o carro.
Assim, o Chefe da McLaren deixou claro que a escuderia não pretende reduzir o ritmo agora. Enquanto os rivais observam os gastos e aguardam possíveis limites no fim da temporada, o time britânico mantém o foco em transformar atualizações em desempenho dentro da pista.