A Cadillac saiu do GP da Áustria com mais perguntas do que respostas em um fim de semana que prometia evolução, mas terminou marcado por frustração nos bastidores da F1.
A equipe americana levou novidades ao Red Bull Ring, tentou dar um passo à frente no desempenho e, mesmo assim, voltou a esbarrar em um problema que já começa a incomodar seus pilotos.
Sergio Pérez não escondeu a insatisfação após abandonar a corrida nas primeiras voltas. O mexicano cobrou uma análise interna mais firme e deixou claro que a equipe precisa rever processos para evitar que falhas parecidas continuem comprometendo a temporada.
Cadillac vê pacote novo virar problema na Áustria

A Cadillac chegou à etapa austríaca com um pacote importante de atualizações no carro de 2026. A expectativa era reduzir a distância para o pelotão intermediário e transformar o fim de semana em um ponto de reação dentro do campeonato.
No entanto, o cenário mudou rapidamente. Já nos treinos de sexta-feira, os sinais de alerta apareceram. Pérez precisou parar o carro nas duas sessões, enquanto Valtteri Bottas também enfrentou problemas e voltou aos boxes com fumaça saindo de seu monoposto.
Portanto, antes mesmo da corrida, a confiabilidade já era uma preocupação real. O domingo apenas confirmou que o time ainda precisa encontrar respostas mais sólidas para sustentar qualquer avanço de performance.
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Pérez cobra mudanças após abandono precoce
Na corrida, o problema se agravou. Bottas abandonou ainda na segunda volta, enquanto Pérez deixou o GP da Áustria no quarto giro. Os dois carros da Cadillac ficaram fora da prova muito cedo, frustrando qualquer chance de avaliar melhor o ritmo do novo pacote.
Apesar disso, Pérez viu pontos positivos no início da disputa. O mexicano largou bem, entrou em combate direto com Alex Albon e chegou a mostrar competitividade nas primeiras curvas. Para ele, havia ritmo para brigar com outros carros antes da falha encerrar a participação.
Ainda assim, o piloto foi direto ao falar sobre a necessidade de reação. Segundo Pérez, a Cadillac precisa discutir internamente a forma como trabalha, revisar procedimentos e dar um salto em organização para impedir novos abandonos por problemas mecânicos.
Desempenho aparece, mas confiabilidade trava evolução
O discurso de Pérez mostra um ponto sensível da equipe. A Cadillac até parece ter encontrado algum ganho de velocidade com as atualizações, porém ainda não consegue transformar isso em resultado concreto.
Na F1, velocidade sem confiabilidade raramente se sustenta. Um carro pode evoluir em ritmo de classificação ou corrida, mas precisa terminar provas para validar dados, pontuar e ganhar confiança dentro do grid.
Esse tem sido justamente o maior obstáculo da equipe americana. Em oito corridas disputadas até aqui, a Cadillac conseguiu levar os dois carros até a bandeirada em apenas três oportunidades. O número reforça como a consistência ainda está distante do ideal.
Bottas relata susto com freios em chamas
Valtteri Bottas também saiu preocupado da Áustria. O finlandês explicou que o problema surgiu de forma repentina, logo no início da corrida. Ao chegar à curva 4, percebeu cheiro de fumaça e, em seguida, viu a situação piorar rapidamente.
O piloto relatou que os freios dianteiros começaram a pegar fogo, obrigando a parada imediata do carro. A equipe ainda investiga a origem da falha, mas o episódio reforça a sequência negativa vivida pelo finlandês.
Bottas não completa uma corrida desde o GP do Canadá, em maio. Mesmo reconhecendo que o novo pacote pode ter deixado o carro mais rápido, ele destacou que a prioridade precisa ser terminar as provas antes de pensar em objetivos maiores.
Pressão aumenta dentro da equipe americana
A Cadillac vive uma temporada de estreia complicada na F1. O projeto ainda busca estabilidade, enfrenta problemas recorrentes de confiabilidade e aparece nas últimas posições do grid.
Além disso, o abandono duplo na Áustria aumenta a cobrança sobre o time em um momento importante do campeonato. Com atualizações no carro, a equipe precisava acumular quilometragem, comparar dados e entender o real impacto das mudanças.
Porém, sem completar corridas, esse processo fica limitado. Pérez e Bottas sabem que o carro pode ter evoluído, mas também entendem que a Cadillac só conseguirá avançar se resolver primeiro as falhas que impedem o time de competir até o fim.
A reação cobrada por Pérez, portanto, vai além de um resultado ruim. A Cadillac precisa transformar potencial em confiabilidade para deixar de ser apenas uma promessa e começar a construir uma presença mais competitiva na F1.