A busca pela scooter da Honda ideal pautou o mercado em abril de 2026. Entretanto, este mês trouxe movimentações inesperadas nos índices de emplacamento da montadora líder. A fabricante japonesa ainda mantém uma distância confortável dos concorrentes.
Contudo, os dados do primeiro quadrimestre revelam variações bruscas de demanda, mesmo em nomes consolidados. Um modelo específico acabou puxando a média para baixo. Este veículo, reconhecido pela versatilidade urbana, surpreendeu os analistas do setor.
O que aconteceu com a mobilidade urbana em abril?

De acordo com a Fenabrave, o mercado de duas rodas passou por um ajuste técnico. Esse fenômeno atingiu principalmente as motocicletas de baixa cilindrada. Atualmente, a linha street permanece intocável em volume.
Por outro lado, o comportamento dos compradores sinaliza cautela. Fatores como o acesso ao crédito e condições de financiamento influenciaram as vendas de entrada.
Portanto, a retração não foi uniforme em todo o catálogo da marca. Ela se concentrou nos modelos de maior volume. Isso gerou um impacto visual forte nos relatórios mensais de desempenho.
Veja também:
Moto da Honda de R$ 58.270 é a preferida dos ladrões em São Paulo
As motos da Honda mais econômicas do Brasil em 2026
Honda leva a ADV 160 a outro nível com painel TFT e conectividade
Biz lidera retração: os números por trás da queda

O maior destaque negativo do período foi a Honda Biz. Ela registrou o recuo mais severo de todo o portfólio da marca. O modelo perdeu quase 2.500 unidades em comparação ao mês de março.
A Biz saiu de 25.946 emplacamentos para 23.449 em abril. Esse declínio é superior ao da CG 160, que teve uma baixa de apenas 1.015 unidades.
Raio-X do desempenho por modelo
Veja como os principais modelos urbanos oscilaram no último mês:
- Honda Biz: Queda de 2.497 unidades (Maior recuo absoluto).
- Honda Pop 110i: Redução de 1.267 vendas (De 24.639 para 23.372).
- Honda Elite 125: Perda de 502 unidades no período.
- Honda PCX 160: Estabilidade com 4.814 emplacamentos (Queda de apenas 156).
Esses dados mostram que o público da Pop e da Biz sentiu mais a volatilidade econômica do que os usuários da linha PCX.
Segmento Premium e modelos Trail mostram resiliência
Enquanto os modelos populares sofreram, o nicho de maior valor agregado resistiu bem. A Honda ADV 160, por exemplo, teve uma queda modesta de 154 unidades. Isso indica que o comprador de maior poder aquisitivo continua ativo no mercado. Além disso, as categorias de uso misto também mostraram fôlego.
A NXR 160 Bros e a NX 500 registraram baixas muito menores que a linha CUB. Logo, percebe-se que o impacto de abril ficou restrito à base da pirâmide de consumo da Honda.
Perspectivas e próximos passos do mercado
Em conclusão, os resultados de abril provam que o mercado não é linear. A queda nos emplacamentos de cada scooter da Honda de entrada reflete um momento de transição.
Agora, o foco da montadora deve se voltar para novas estratégias comerciais. O objetivo é recuperar o volume da Biz e da Elite nos próximos meses. A liderança da Honda segue absoluta, mas o sinal de alerta para os modelos urbanos econômicos foi acionado.




