A Yamaha Aerox 160 chegou ao Brasil com proposta esportiva, motor de 155 cc e forte apelo tecnológico, mas nem tudo é positivo na scooter em 2026.
Apesar de chamar atenção pelo visual e desempenho, alguns pontos práticos podem pesar na decisão de compra, principalmente para quem busca conforto e uso diário mais versátil.
Antes de fechar negócio, vale olhar com atenção os principais pontos negativos do modelo.
Yamaha Aerox 160: onde a proposta esportiva pode virar problema

A Aerox 160 não é uma scooter comum. Seu foco está mais próximo de uma moto esportiva do que de um modelo urbano tradicional.
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Isso impacta diretamente na experiência de uso. Elementos que melhoram estabilidade e desempenho acabam sacrificando conforto, autonomia e praticidade, três fatores essenciais para quem usa scooter todos os dias.
5 motivos para não comprar a Yamaha Aerox 160 em 2026

Antes de considerar a compra, é importante entender onde a Aerox pode decepcionar no uso real. A seguir, os pontos que mais pesam contra o modelo.
1. Freio traseiro sem ABS limita a segurança
Apesar de carregar “ABS” no nome, a Aerox 160 não oferece sistema nas duas rodas.
O ABS atua apenas na dianteira, enquanto concorrentes diretas já contam com ABS de duplo canal, incluindo modelos da própria Yamaha, como a NMax.
Na prática, isso reduz a eficiência em frenagens mais bruscas, especialmente em piso molhado ou irregular.
2. Suspensão rígida demais para ruas brasileiras
A suspensão da Aerox foi ajustada para priorizar estabilidade, mas isso cobra um preço.
No uso urbano, especialmente em cidades com asfalto irregular, o piloto sente:
- Buracos com mais intensidade
- Valetas e remendos de forma mais seca
- Menor conforto em trajetos longos
Esse comportamento contrasta com scooters tradicionais, que geralmente priorizam maciez.
3. Falta de assoalho plano reduz a praticidade
Um dos pontos mais criticados está no design estrutural.
O tanque de combustível fica no túnel central, eliminando completamente o assoalho plano — um dos principais diferenciais das scooters urbanas.
Isso dificulta o transporte de:
- Mochilas grandes
- Sacolas de mercado
- Objetos volumosos
Para quem usa a scooter como ferramenta no dia a dia, essa limitação pesa bastante.
4. Tanque pequeno reduz a autonomia
A capacidade do tanque é de apenas 5,5 litros, número inferior a rivais diretas.
Para comparação:
- Aerox 160: 5,5 litros
- NMax 160: 7,1 litros
Mesmo com consumo eficiente, a autonomia acaba sendo menor, exigindo mais visitas ao posto, algo que incomoda quem roda muitos quilômetros por dia.
5. Proteção aerodinâmica praticamente inexistente
Apesar do visual esportivo, a pequena carenagem frontal não cumpre função prática.
Na estrada ou em vias rápidas, o piloto fica exposto a:
- Vento direto no peito
- Falta de proteção contra chuva
- Maior cansaço em trajetos longos
Ou seja, o elemento é mais estético do que funcional, o que pode frustrar quem pretende usar a scooter além do ambiente urbano.
Comparativo rápido com scooters tradicionais
Para entender melhor as limitações da Aerox 160, vale comparar com scooters focadas no uso urbano.
| Item | Aerox 160 | Scooter urbana tradicional |
| ABS traseiro | Não | Sim (em alguns modelos) |
| Suspensão | Mais rígida | Mais confortável |
| Assoalho plano | Não possui | Presente |
| Tanque | 5,5 litros | Até 7 litros |
| Proteção aerodinâmica | Limitada | Melhor em alguns modelos |
A comparação deixa claro que a Aerox prioriza desempenho, enquanto rivais focam mais na praticidade.
Yamaha Aerox 160 não é para todo mundo
A Yamaha Aerox 160 entrega desempenho e visual diferenciados, mas cobra caro em pontos importantes para o uso diário.
Entre os principais fatores negativos estão:
- Falta de ABS nas duas rodas
- Suspensão pouco confortável
- Menor praticidade no transporte
- Autonomia reduzida
- Proteção aerodinâmica limitada
Por isso, a scooter faz mais sentido para quem busca pilotagem esportiva no dia a dia. Já para quem prioriza conforto, economia e praticidade, existem opções mais equilibradas no mercado em 2026.


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