A MotoGP 2026 começou com um alerta importante dentro da Ducati. Após um fim de semana complicado no GP da Tailândia, o diretor-geral da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna, admitiu que a equipe precisa reagir rapidamente para recuperar competitividade na temporada.

Mesmo sendo uma das equipes dominantes dos últimos anos, o desempenho em Buriram mostrou que os rivais reduziram a diferença. 

O resultado acabou encerrando uma sequência impressionante da marca italiana e levantou discussões sobre a necessidade de ajustes imediatos na moto e na estratégia da equipe.

Apesar da preocupação, Dall’Igna reforçou que a Ducati pretende reagir com calma, analisando os dados antes de promover mudanças mais profundas.

Ducati enfrenta início turbulento na MotoGP 2026

Fotos: Ducati

A abertura da temporada trouxe um cenário bem diferente do vivido pela Ducati no mesmo circuito no ano anterior.

Em 2025, a equipe deixou o GP da Tailândia com um resultado perfeito, incluindo vitória dominante de Marc Márquez. Já em 2026, a etapa foi marcada por dificuldades técnicas, acidentes e situações inesperadas durante as corridas.

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Parte dos problemas começou ainda na pré-temporada.

Marc Márquez chegou ao início do campeonato em desvantagem após:

  • uma lesão recente
  • três quedas durante testes
  • preparação comprometida antes da estreia

Mesmo com esse cenário, o piloto espanhol conseguiu reagir rapidamente e voltou a brigar pelas primeiras posições logo na classificação.

Classificação mostrou disputa apertada no grid

Na sessão de qualificação em Buriram, Márquez mostrou competitividade e entrou na disputa direta pela pole position.

A diferença para o pole foi mínima: apenas 0,035 segundo separaram o espanhol de Marco Bezzecchi, piloto da Aprilia que acabou garantindo o melhor tempo.

O desempenho indicava que a Ducati ainda tinha potencial para disputar a vitória, mesmo após um início de temporada turbulento.

Sprint Race terminou com polêmica e penalização

A corrida Sprint trouxe um dos momentos mais dramáticos do fim de semana.

Após a queda de Bezzecchi quando liderava a prova, Marc Márquez assumiu a ponta e parecia caminhar para uma vitória tranquila.

No entanto, o piloto da KTM, Pedro Acosta, começou a pressionar e protagonizou uma intensa disputa pela liderança.

A briga terminou com uma manobra agressiva na penúltima volta, quando Márquez ultrapassou Acosta e o piloto espanhol da KTM acabou sendo empurrado para fora da pista.

A direção de prova decidiu aplicar uma penalização ao piloto da Ducati.

Penalidade decidiu o resultado da corrida

A punição determinada pelos comissários da FIM foi clara: perda de uma posição.

A mensagem apareceu no painel da moto faltando cerca de 30 segundos para o fim da última volta.

Segundo Márquez, ele só percebeu a penalização na última curva do circuito. Para cumprir a decisão, o espanhol reduziu a velocidade e permitiu que Acosta reassumisse a liderança.

Assim, a vitória da Sprint acabou ficando com o piloto da KTM.

Problema mecânico complicou a corrida principal

Foto: MotoGP

Se o sábado trouxe tensão por causa da penalidade, o domingo foi ainda mais difícil para a Ducati.

Durante a corrida principal, Marc Márquez enfrentou um problema técnico enquanto disputava posições próximas ao pódio.

O piloto perseguia Raúl Fernández na luta pela última vaga entre os três primeiros quando ocorreu uma falha no aro da roda.

Esse problema comprometeu completamente o desempenho da moto e impediu qualquer chance de reação.

Sequência histórica da Ducati chegou ao fim

O resultado da etapa da Tailândia teve um impacto significativo nas estatísticas da Ducati na MotoGP.

A equipe vinha de uma sequência impressionante de 88 corridas consecutivas com presença no pódio na categoria principal.

Com o resultado em Buriram, essa marca chegou ao fim.

Além disso, outro dado chamou atenção:

  • pela primeira vez em 102 Grandes Prêmios, uma moto da Ducati não terminou entre as cinco primeiras posições.

Esses números evidenciam o quanto a etapa representou um momento atípico para a equipe italiana.

Gigi Dall’Igna admite atraso, mas pede calma

Após a corrida, o diretor da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna, comentou o desempenho da equipe e reconheceu que os rivais evoluíram significativamente.

Segundo ele, o campeonato começou mostrando um nível de competitividade ainda maior entre as equipes.

Ao mesmo tempo, o dirigente deixou claro que a Ducati precisa reagir rapidamente para reduzir a diferença.

Entre os pontos destacados por Dall’Igna estão:

  • reconhecimento do avanço das equipes rivais
  • necessidade de recuperar desempenho nas próximas etapas
  • importância de analisar os dados com calma antes de mudanças

Ele destacou que períodos de oscilação são naturais após ciclos longos de domínio.

Ducati trabalha em melhorias para as próximas corridas

Dentro da equipe, o foco agora está em analisar os dados coletados durante o fim de semana na Tailândia.

Os engenheiros trabalham em ajustes principalmente nas seguintes áreas:

  • configuração da moto
  • equilíbrio aerodinâmico
  • estratégia de corrida

O objetivo é garantir que os pilotos possam voltar a disputar posições mais competitivas nas próximas etapas do campeonato.

Ducati enfrenta novo desafio na MotoGP 2026

O início da MotoGP 2026 mostrou que a Ducati terá um desafio maior do que nos últimos anos. A etapa da Tailândia evidenciou o crescimento das equipes rivais e expôs algumas fragilidades da equipe italiana.

Mesmo assim, a avaliação interna aponta para uma reação rápida nas próximas corridas.

Com um histórico recente de domínio e uma estrutura técnica forte, a Ducati busca agora ajustar sua moto e reduzir a diferença para os concorrentes antes que o campeonato avance ainda mais.


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