O mercado de duas rodas no Brasil iniciou 2026 em ritmo acelerado, mas com uma disputa acirrada nas posições intermediárias.
Enquanto a Shineray tenta superar Honda em volume de crescimento e capilaridade no segmento de entrada, os números de fevereiro revelam uma nova ameaça no retrovisor: a Mottu.
Com 11.720 unidades emplacadas no último mês, a Shineray mantém a terceira posição, mas vê a startup de aluguel consolidar sua quarta colocação com 9.880 registros, reduzindo a distância entre as marcas.
Panorama do setor: Crescimento de 13,68% em 2026

Apesar da leve retração de 3,93% em relação a janeiro, explicada pela quantidade reduzida de dias úteis em fevereiro, o setor de motocicletas respira otimismo.
No acumulado do ano, o mercado brasileiro registrou uma alta de 13,68% em comparação ao mesmo período de 2025.
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Ao todo, 171.508 motocicletas foram licenciadas em fevereiro, confirmando que o veículo segue como a principal escolha do brasileiro para mobilidade urbana e geração de renda.
O Desafio da Shineray e a Ascensão da Mottu
A Shineray tem investido pesado na renovação de seu portfólio para tentar incomodar a hegemonia das marcas tradicionais.
No entanto, o avanço da Mottu (9.880 unidades) mostra que o modelo de negócio voltado para entregadores e locação direta está ganhando escala industrial, pressionando a fabricante chinesa que foca na venda direta ao consumidor final.
Ranking das 5 maiores fabricantes (Fevereiro/2026)
Abaixo, veja o volume de emplacamentos das marcas que dominam o topo da lista da Fenabrave:
| Posição | Fabricante | Unidades Emplacadas |
| 1º | Honda | 111.880 |
| 2º | Yamaha | 22.532 |
| 3º | Shineray | 11.720 |
| 4º | Mottu | 9.880 |
| 5º | Avelloz | 3.031 |
Domínio da Honda e briga pelo Top 10
A Honda permanece em um patamar isolado, detendo a grande maioria do “market share” nacional com mais de 111 mil unidades. Já a Yamaha assegura a vice-liderança com 22,5 mil emplacamentos.
Abaixo do Top 5, marcas como Bajaj (2.562) e Royal Enfield (2.400) mostram a força dos segmentos de média cilindrada e estilo clássico, superando marcas tradicionais como Haojue e Kawasaki no volume mensal.
O cenário de 2026 aponta para uma consolidação das motos de baixa cilindrada como motor da economia. Para a Shineray, o desafio é manter a curva de crescimento e se distanciar da Mottu, que já opera com volumes que ameaçam o pódio das montadoras tradicionais no Brasil.


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