A Royal Enfield domina venda de motos em fevereiro em categorias estratégicas do mercado brasileiro e reforça a presença da marca no país.
Dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram que 171.508 motocicletas foram emplacadas no Brasil em fevereiro de 2026, mantendo o setor aquecido no início do ano.
Apesar de o volume total ter sido ligeiramente menor em comparação com janeiro, o desempenho geral do mercado continua positivo.
No acumulado de 2026, o segmento de duas rodas registra crescimento de 13,68% em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando a força da motocicleta como solução de mobilidade urbana e ferramenta de trabalho.
Na comparação direta com o mês anterior, houve recuo de 3,93% nos emplacamentos. A redução é considerada natural para fevereiro, já que o calendário possui menos dias úteis, o que tradicionalmente impacta o ritmo de vendas nas concessionárias.
Royal Enfield se destaca em categorias estratégicas

Embora o mercado brasileiro continue dominado por motos de baixa cilindrada, a Royal Enfield vem ampliando sua presença em segmentos específicos, especialmente entre modelos de maior cilindrada voltados ao uso recreativo e de aventura.
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No levantamento de fevereiro, dois modelos da fabricante britânica aparecem como líderes em suas categorias.
Modelos da Royal Enfield que lideram segmentos
Maxitrail
Royal Enfield Himalayan 450 — 487 unidades
Custom
Royal Enfield Hunter 350 — 634 unidades
Esses números demonstram que, mesmo com volumes menores em comparação às motos utilitárias, a marca consegue manter forte relevância nos nichos de média cilindrada e motos premium.
A estratégia da Royal Enfield no Brasil tem sido focada em motocicletas com estilo clássico, preço competitivo e proposta voltada ao lazer e viagens, o que vem conquistando um público específico dentro do mercado nacional.
Segmentos populares ainda lideram o mercado brasileiro
Enquanto marcas como a Royal Enfield avançam em categorias mais especializadas, os segmentos urbanos continuam sendo responsáveis pela maior parte das vendas no país.
Segundo a Fenabrave, o segmento City concentrou 39,10% dos emplacamentos em fevereiro, evidenciando o peso das motos utilitárias no transporte diário dos brasileiros.
Motos líderes por categoria em fevereiro de 2026
City
Honda CG 160 — 36.155 unidades
Scooter / CUB
Honda Biz — 20.491 unidades
Trail / Fun
Honda NXR 160 Bros — 13.453 unidades
Naked / Roadster
Yamaha MT-03 — 699 unidades
Maxitrail
Royal Enfield Himalayan 450 — 487 unidades
Custom
Royal Enfield Hunter 350 — 634 unidades
Sport
Yamaha R15 — 941 unidades
Touring
Harley-Davidson Road Glide — 28 unidades
Os dados mostram que as motos de uso urbano continuam liderando com ampla vantagem. Modelos como CG, Biz e Bros são populares principalmente por baixo consumo de combustível, manutenção simples e preço acessível.
Estratégia da Royal Enfield ganha força no Brasil
Mesmo com volumes menores em relação às motos populares, a presença da Royal Enfield em duas categorias importantes revela o avanço da marca no mercado nacional.
A fabricante vem apostando em modelos com visual clássico, motores de média cilindrada e experiência voltada ao motociclismo recreativo, características que têm atraído um público interessado em viagens e estilo.
Com produtos como a Himalayan 450 e a Hunter 350, a marca reforça sua posição como uma das principais referências entre motos de média cilindrada no país.
Mercado de motos segue aquecido no início de 2026
O desempenho do setor no primeiro bimestre confirma que o mercado brasileiro de motocicletas continua em expansão. O crescimento superior a 13% no acumulado do ano indica que a demanda permanece forte, impulsionada tanto por uso profissional quanto por lazer.
Nesse cenário, as motos populares seguem sustentando o volume total de vendas, enquanto marcas como a Royal Enfield ampliam presença em nichos específicos.
A tendência é que, ao longo de 2026, o mercado continue equilibrando grande volume de motos utilitárias com crescimento gradual de segmentos premium, consolidando um cenário cada vez mais diversificado para o motociclismo no Brasil.


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