A Royal Enfield Bear 650 desembarca no Brasil com preço inicial de R$ 33.990 e proposta diferenciada dentro da linha 650 da marca.
Inspirada no universo scrambler, a novidade utiliza a mesma base mecânica da Interceptor e da Continental GT, mas recebeu alterações estruturais e de ciclística para encarar trechos fora do asfalto com mais desenvoltura.
O modelo homenageia Ed Mulder, que venceu a tradicional Big Bear Run, na Califórnia, aos 16 anos, pilotando uma Royal Enfield 500 cc. A referência histórica reforça a vocação off-road leve da nova motocicleta.
Base conhecida, proposta diferente

A Bear 650 parte do consagrado motor bicilíndrico paralelo de 648 cc já utilizado na linha 650 da marca.
Dados técnicos do motor
- Dois cilindros paralelos
- 47 cv de potência
- 5,7 kgf.m de torque
- Novo escape 2 em 1
- Relação final encurtada
O torque recebeu acréscimo de aproximadamente 0,5 kgf.m em relação às irmãs, enquanto a potência foi mantida. A coroa ganhou três dentes extras, encurtando a relação final e deixando as respostas mais rápidas nas acelerações.
Na prática, o conjunto entrega pegada mais imediata e comportamento mais empolgante que o da Interceptor.
Chassi reforçado e suspensões atualizadas
Para assumir o perfil scrambler, a Royal Enfield reforçou o chassi e revisou o conjunto de suspensão.
Suspensão dianteira
- Bengalas invertidas Showa SFF BP
- Diâmetro de 43 mm
- Curso de 130 mm
- Funções separadas de compressão e retorno
Suspensão traseira
- Dois amortecedores
- Regulagem de pré-carga
- Curso de 115 mm
A distância do solo subiu para 184 mm e a altura do assento ficou em 830 mm, favorecendo a pilotagem em pisos irregulares.
Rodas maiores e pneus mistos
A Bear 650 abandona as rodas de 18 polegadas da Interceptor e adota nova configuração:
| Posição | Tamanho da roda |
| Dianteira | 19 polegadas |
| Traseira | 17 polegadas |
Os pneus passam a ser de uso misto, reforçando a proposta on-off.
Consumo e autonomia

Durante o teste, o consumo registrado no painel TFT variou entre 19 e 20 km/l.
Com tanque de 13,7 litros, a autonomia estimada gira em torno de 280 km, dependendo do estilo de condução.
Para uma moto de 650 cc, os números são competitivos dentro do segmento.
Freios mantêm base conhecida
O sistema de freios segue próximo ao da Interceptor.
- Disco dianteiro de 320 mm com pinça de dois pistões
- Disco traseiro de 270 mm com pinça simples
- ABS com possibilidade de desligamento na roda traseira
A resposta do manete exige um pouco mais de pressão, mas o conjunto cumpre bem sua função.
Ergonomia e comportamento dinâmico
A posição de pilotagem é mais relaxada, com guidão mais alto e largo, favorecendo a condução de pé.
Apesar dos 214 kg em ordem de marcha, a sensação em movimento é de leveza. O torque disponível em baixa rotação permite rodar em marchas mais altas sem esforço.
Em velocidades elevadas, há leve oscilação decorrente do curso maior das suspensões, característica comum em motos com proposta mista.
A pilotagem de pé pode exigir ajuste fino do guidão para maior conforto.
Painel TFT e visual diferenciado
A Bear 650 recebeu o painel Tripper Dash em TFT, já presente em modelos como Himalayan e Guerrilla.
No design, destacam-se:
- Laterais em formato de number plate
- Banco mais confortável
- Lanterna traseira redonda
- Visual com chassi mais exposto
O conjunto reforça a identidade scrambler moderna.
Versões e preços da Royal Enfield Bear 650
A nova scrambler chega em três versões:
- Wild Honey – R$ 33.990
- Golden Shadow – R$ 34.490
- Two Forty Nine (249) – edição com chassi verde e grafismo exclusivo
As unidades começam a chegar às concessionárias a partir de março.
A Royal Enfield Bear 650 combina base mecânica conhecida com ajustes estruturais que realmente alteram o comportamento dinâmico.
Com preço competitivo na faixa dos R$ 34 mil, a scrambler surge como alternativa interessante para quem busca estilo clássico com capacidade para encarar trechos mistos.
A proposta entrega mais emoção que a Interceptor, sem abrir mão da identidade da linha 650. Para quem procura uma moto versátil e com personalidade marcante, vale agendar um test ride.


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