A Yamaha vive um início de temporada turbulento na MotoGP 2026.
Após um desempenho muito abaixo do esperado no Grande Prêmio da Tailândia, a fabricante japonesa decidiu cancelar as obrigações de seus pilotos com a imprensa, em um movimento que evidenciou o clima de frustração dentro da equipe.
O resultado em Buriram expôs as dificuldades da nova fase do projeto da marca, que aposta no desenvolvimento de um motor V4 para tentar recuperar a competitividade perdida nos últimos anos.
Desde o título conquistado em 2021, a Yamaha enfrenta uma sequência de quedas de rendimento na principal categoria do motociclismo mundial.
Desempenho abaixo do esperado na Tailândia
O melhor representante da Yamaha na classificação foi Fabio Quartararo, que terminou apenas na 16ª posição.
O francês ficou a quase 0,9 segundo do tempo que liderava a Q1, distante da disputa pela pole position.
Na corrida principal, o cenário não foi muito diferente.
Quartararo foi o melhor entre as quatro M1, cruzando a linha de chegada em 14º lugar.
Ainda assim, terminou 30,823 segundos atrás do vencedor, Marco Bezzecchi, que levou a Aprilia oficial ao topo do pódio.
Os números reforçam o contraste de desempenho.
Bezzecchi manteve média de 1min31s390 por volta, enquanto Quartararo registrou média de 1min32s468 — mais de um segundo mais lento por volta em um dos circuitos mais curtos do calendário.

Problemas técnicos persistem na Yamaha
A Yamaha já havia sinalizado que trataria a primeira metade da temporada como um período de testes ampliado.
A expectativa interna é que o novo projeto técnico devolva competitividade à equipe no médio prazo.
No entanto, até o momento, a M1 não demonstrou evolução significativa.
A moto aparece entre as mais lentas nas medições de velocidade máxima, apresenta dificuldades claras de aderência traseira e perdeu parte da agilidade que caracterizava versões anteriores.
Esses fatores comprometem tanto o desempenho em classificação quanto o ritmo de corrida, dificultando qualquer tentativa de brigar por posições mais altas.
Clima de tensão na Yamaha
O cancelamento das entrevistas após a etapa da Tailândia foi interpretado como reflexo direto da insatisfação interna.
Em um ambiente cada vez mais competitivo, a pressão por resultados aumenta, principalmente diante do avanço de rivais como Ducati, Aprilia e KTM.
Para a Yamaha, 2026 começou como um ano de reconstrução. Mas, depois do desempenho na Tailândia, ficou claro que o caminho de volta ao topo pode ser mais longo do que o previsto.
A próxima etapa será decisiva para indicar se a equipe conseguirá reagir ainda nesta primeira fase do campeonato ou se seguirá enfrentando uma temporada de transição marcada por dificuldades técnicas e resultados modestos.


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