O glitter é presença constante nos looks de Carnaval, mas nem sempre é aplicado da forma correta.

Apesar do efeito visual chamativo, o produto pode provocar reações indesejadas quando usado sem cuidado, especialmente em contato prolongado com a pele.

Dermatologistas alertam que partículas inadequadas, aplicação incorreta e falta de preparo da pele aumentam o risco de irritações, inflamações e até infecções durante e após a folia.

Principais riscos do glitter para a pele

O contato direto do glitter com a pele pode causar microlesões, principalmente quando o produto possui partículas rígidas ou bordas irregulares.

Essas pequenas agressões facilitam o surgimento de acne cosmética e dermatite de contato.

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Além disso, muitos glitters tradicionais não são desenvolvidos para uso dermatológico. Produtos feitos com materiais metálicos ou plásticos podem provocar coceira, vermelhidão e descamação, sobretudo em pessoas com pele sensível.

Como aplicar glitter de forma mais segura

O primeiro cuidado está na escolha do produto. O indicado é utilizar glitter cosmético, próprio para pele e cabelo, com testes dermatológicos.

A aplicação deve ser feita sobre a pele limpa e hidratada. Regiões muito sensíveis, como áreas próximas aos olhos, exigem atenção redobrada. 

Para fixação, o ideal é usar hidratantes específicos, gels próprios para maquiagem ou fixadores adequados.

Produtos improvisados, como cola comum, esmalte ou substâncias não cosméticas, devem ser evitados, pois aumentam o risco de irritação e alergias.

Glitter e exposição ao sol exigem cuidado extra

Antes de aplicar glitter, o uso de protetor solar é indispensável. O produto deve oferecer proteção contra raios UVA e UVB e, preferencialmente, conter cor, ajudando também a proteger da luz visível.

O glitter pode intensificar a ação do sol ao refletir e concentrar a radiação em pontos específicos da pele. Esse efeito pode causar marcas irregulares de bronzeado e até queimaduras localizadas.

Por isso, a recomendação é reaplicar o protetor ao longo do dia, de preferência em versões spray ou pó, e evitar cobrir grandes áreas do corpo com glitter durante longos períodos de exposição solar.

Dormir com glitter pode prejudicar a pele

Manter glitter sobre a pele durante o sono aumenta consideravelmente o risco de problemas cutâneos.

Durante a noite, a pele passa por um processo natural de renovação celular, que pode ser prejudicado pela presença das partículas.

Dormir com glitter favorece o surgimento de irritações, acne, foliculite e pequenas infecções, especialmente devido ao atrito com travesseiros e lençóis.

Como remover o glitter sem agredir a pele

Na remoção, o erro mais comum é esfregar a pele com força. O método mais seguro envolve o uso de produtos oleosos, que ajudam a soltar as partículas sem causar atrito.

Óleos de limpeza, balms demaquilantes, óleo corporal ou até óleos vegetais são opções eficazes.

A aplicação deve ser feita com movimentos suaves. Quando esses produtos não estão disponíveis, o demaquilante bifásico pode ser utilizado com cuidado.

Após a retirada do glitter, o ideal é lavar o rosto ou o corpo com um sabonete suave, finalizando com hidratação para ajudar na recuperação da pele.


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