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Maracanã pode ser leiloado? Entenda a situação do maior estádio do Brasil

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O icônico estádio do Maracanã foi incluído, nesta quarta-feira (22), na lista de bens e imóveis públicos que poderão ser leiloados pelo Governo do Rio de Janeiro.

A medida, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), tem como objetivo:

  • reduzir a dívida estadual com a União, estimada em R$ 12,3 bilhões, valor que deve ser quitado até 2026 conforme o programa federal de reestruturação.

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Foto: reprodução/internet
Foto: reprodução/internet

Maracanã e outros imóveis entram na lista

A inclusão do Complexo do Maracanã, que engloba o estádio e a Aldeia Maracanã, ainda precisa passar por votação em plenário.

Nesse momento, os deputados poderão modificar a proposta, incluindo ou retirando imóveis da lista elaborada pela CCJ. Ao todo, 62 endereços foram indicados para possível leilão.

O parecer aprovado se baseou em um relatório elaborado por um grupo de trabalho liderado pelo deputado Alexandre Knoploch (PL).

Inicialmente, 16 imóveis foram retirados da lista original, que contava com 48 locais, entre eles o Batalhão da Polícia Militar do Leblon e o Complexo de Caio Martins.

Logo após, 30 novos endereços foram adicionados, incluindo o Maracanã.

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Critérios e exclusões durante o processo

Knoploch explicou que o objetivo foi ajustar a lista para contemplar sugestões de diferentes parlamentares. “Inicialmente tiramos 12 imóveis e, após a reunião, excluímos outros quatro.

A ideia foi atender às demandas de todos os deputados, desde que os bens tivessem sido devidamente vistoriados”, destacou o relator.

Entre os imóveis excluídos estão o Caio Martins, atendendo a pedidos de Verônica Lima (PT) e Flávio Serafini (PSOL), além da sede da Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio (Faferj), retirada a pedido de Élika Takimoto (PT).

Também saíram da lista dois imóveis em Niterói: um prédio do Iaserj e o Ciep Municipal Esther Botelho, ambos por solicitação de Serafini.

Custos de manutenção motivam debate

A inclusão do Maracanã na lista foi proposta pelo presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União Brasil). Segundo ele, o alto custo de manutenção do estádio pesa nas contas públicas.

“Hoje, o governo do estado gasta cerca de R$ 1 milhão por partida realizada no Maracanã, sem contar que não há uma concessão de longo prazo em vigor”, afirmou Amorim.

O parlamentar também ressaltou que a medida pode garantir melhor destinação aos imóveis públicos. “Essa será uma lei importante, pois permitirá dar uma finalidade social e eficiente a esses bens, conforme previsto na Constituição Federal”, concluiu.

Próximos passos

A proposta agora segue para votação no plenário da Alerj, onde todos os deputados e comissões poderão apresentar emendas para acrescentar ou retirar imóveis da relação.

Caso aprovada, a lei autorizará o governo estadual a realizar leilões ou concessões com o objetivo de reduzir a dívida bilionária com a União.

E você? Acha que o Maracanã deve ser leiloado para quitar a dívida do estado? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro do estádio mais simbólico do Brasil.

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