Na manhã desta quinta-feira (23/10), instrutores e representantes de autoescolas se reuniram em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte.

O motivo? Protestar contra o projeto do governo federal que pode acabar com a obrigatoriedade das aulas práticas e teóricas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Empregados e Instrutores das Autoescolas do Estado de Minas Gerais (Seame), que busca o apoio dos deputados estaduais para impedir o avanço da proposta.

Foto: Leticya Bernadete – Jornal O Tempo

Como foi o protesto da CNH sem autoescola em BH?

O movimento teve início na Praça da Estação e seguiu em direção à praça da Assembleia. Segundo o presidente do Seame, Fernando Soares, cerca de 200 veículos e 400 pessoas participaram da manifestação.

A principal preocupação da categoria é a possível perda de empregos e a queda na qualidade da formação dos futuros motoristas no país.

“Só em Minas Gerais são mais de 22 mil empregos que estão em jogo. No Brasil todo, mais de 300 mil pessoas podem ficar desempregadas se essa proposta for adiante”, explicou Soares. “Também existe o receio de que o trânsito se torne mais perigoso, já que as autoescolas são essenciais para a educação e conscientização dos condutores.”

Durante a mobilização, carros e motos de autoescolas foram estacionados em frente à Assembleia, chamando a atenção de quem passava pelo local. Os manifestantes pediram que os parlamentares se envolvam na discussão e ajudem a categoria a pressionar o governo.

“Sabemos que os deputados já conhecem a proposta, mas queremos reforçar o impacto que ela pode causar. Nosso objetivo é sensibilizar os parlamentares e mostrar que estamos lutando por uma causa que afeta todo o trânsito brasileiro”, completou Soares.

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Proposta do governo federal sobre a CNH sem autoescola

A medida foi apresentada pelo Ministério dos Transportes, liderado por Renan Filho, e propõe flexibilizar o processo de emissão da CNH. Pela nova regra, o candidato poderia fazer o exame do Detran diretamente, sem precisar frequentar as aulas obrigatórias oferecidas pelas autoescolas.

Atualmente, quem deseja tirar a carteira de motorista deve cumprir 45 horas/aula teóricas e 20 horas/aula práticas, incluindo cinco no período noturno.

De acordo com o ministro, o objetivo é reduzir em até 80% o custo da habilitação, hoje estimado entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, tornando o acesso mais viável para pessoas de baixa renda.

Além disso, o texto prevê que os candidatos escolham entre as autoescolas tradicionais ou instrutores autônomos credenciados, sem a necessidade de vínculo formal com instituições de ensino de direção.

Foto: reprodução/internet
Foto: reprodução/internet

Reação do setor e preocupações sobre a CNH sem autoescola

A proposta tem gerado grande preocupação entre os profissionais do setor. Segundo o sindicato, a retirada da obrigatoriedade das aulas pode comprometer a formação técnica e emocional dos novos motoristas.

A categoria defende que a atuação das autoescolas vai além do ensino prático, sendo fundamental na conscientização sobre direção segura, respeito às leis e prevenção de acidentes.

Outro ponto de alerta é o impacto econômico que a mudança pode trazer. Com menos alunos matriculados, muitas autoescolas podem encerrar as atividades, o que significaria a perda de milhares de empregos diretos e indiretos em todo o país.

E você, o que pensa sobre o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas? Deixe sua opinião nos comentários e participe dessa discussão importante para o futuro do trânsito brasileiro.

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