George Russell continuará utilizando uma unidade de potência mais rodada no GP do Azerbaijão. A expectativa era de que a Mercedes aproveitasse Baku para instalar um novo motor no carro #63, mas a equipe decidiu adiar a troca para evitar uma punição neste momento da temporada.
O britânico já atingiu o limite de componentes permitidos para 2026 e, por isso, qualquer nova substituição precisa ser planejada com cuidado.
A escolha do circuito em que a penalidade será cumprida pode fazer grande diferença na tentativa de minimizar a perda de pontos.
Russell seguirá com motor mais usado em Baku
Durante o dia de imprensa no Azerbaijão, Russell confirmou que a mudança não acontecerá neste fim de semana.
O piloto reconheceu que utilizar uma unidade de potência mais antiga traz alguma desvantagem de desempenho, mas ressaltou que essa diferença costuma se equilibrar ao longo do campeonato.
Isso acontece porque os pilotos utilizam motores com níveis diferentes de desgaste em cada etapa.
Em algumas corridas, um competidor pode ter uma unidade mais nova, enquanto em outras terá de trabalhar com componentes já próximos do fim da vida útil.
No caso de Russell, o motor escolhido para Baku já acumula bastante quilometragem.

Punição de George Russell deve acontecer mais adiante
O próprio britânico confirmou que espera receber uma punição em uma das próximas etapas.
A Mercedes, porém, pretende escolher um circuito em que largar mais atrás tenha um impacto menor sobre o resultado final.
Esse planejamento ganha ainda mais importância porque Russell segue envolvido na disputa pelo campeonato.
Kimi Antonelli lidera a classificação com 81 pontos de vantagem sobre o companheiro de Mercedes, o que faz cada oportunidade de pontuação ter peso maior nesta reta da temporada.
Uma penalidade de grid mal posicionada no calendário poderia tornar a recuperação mais difícil.
Troca de motor pode gerar punições pesadas
Russell já esgotou sua cota de componentes da unidade de potência para 2026.
Por isso, colocar peças adicionais além do limite regulamentar significa receber posições de punição no grid.
A temporada já mostrou como essas penalidades podem se acumular.
No GP da Itália, Antonelli chegou a perder 40 posições após uma sequência de punições relacionadas a componentes e acabou largando em 18º.
Esse tipo de cenário é justamente o que a Mercedes tenta evitar com Russell.
Mercedes também espera atualização do ADUO
A decisão de manter o motor atual em Baku não está ligada apenas à escolha do melhor circuito para cumprir a penalidade.
Russell explicou que a Mercedes também prepara a chegada de uma atualização do ADUO dentro de alguns fins de semana.
Essa mudança poderá exigir uma nova intervenção nos componentes do conjunto.
Por isso, instalar uma nova unidade agora poderia significar cumprir uma punição no Azerbaijão e depois enfrentar outra penalidade pouco tempo depois.
Russell lembrou que algo parecido aconteceu em Budapeste, quando uma troca na unidade de potência também obrigou a substituição do turbo.
Diante desse cenário, a equipe preferiu esperar.
Assim, o piloto disputa o GP do Azerbaijão com um motor mais próximo do fim de sua vida útil, enquanto a Mercedes tenta definir o momento em que uma futura penalidade terá o menor impacto possível sobre sua campanha no campeonato.