A McLaren chega ao GP da Itália 2026 embalada por bons resultados, mas Oscar Piastri prefere evitar qualquer favoritismo antes da etapa de Monza. O australiano acredita que o circuito italiano terá características muito diferentes das pistas em que a equipe apresentou força recentemente.
A prova será disputada entre os dias 4 e 6 de setembro e colocará o MCL40 diante de um cenário que exige alta velocidade de reta e baixa resistência aerodinâmica. Justamente por isso, Piastri vê o fim de semana como um teste importante para entender o verdadeiro nível do carro.
Monza será um desafio diferente para a McLaren
A equipe britânica teve bom desempenho em circuitos como Hungaroring e Zandvoort.
Lando Norris largou da pole e venceu tanto na Hungria quanto nos Países Baixos, duas pistas com características parecidas, marcadas por retas menores e muitas curvas longas.
Monza segue uma lógica completamente diferente.
O circuito italiano é conhecido pelas velocidades elevadas e exige carros eficientes nas retas. Em 2025, por exemplo, foram quebrados os recordes de volta mais rápida em classificação e de menor tempo total de corrida.
Para Piastri, portanto, ainda é cedo para afirmar que o desempenho recente da McLaren será repetido na Itália.
“Monza vai ser um bicho completamente diferente por várias razões”, explicou o australiano.
Arrasto do MCL40 pode pesar no GP da Itália
Existe ainda uma característica do próprio carro que aumenta as dúvidas.
A McLaren já reconheceu que o MCL40 apresenta bastante arrasto aerodinâmico, algo que não combina muito bem com um circuito formado por longas retas.
Em pistas como Monza, reduzir a resistência ao avanço é fundamental para alcançar velocidades maiores.
Por isso, mesmo com a boa fase, a equipe precisará descobrir se consegue adaptar o carro sem perder desempenho nas demais partes do circuito.
Piastri também destacou que Hungaroring e Zandvoort não servem como referência definitiva.
Segundo o piloto, ambos têm retas curtas e muitas curvas, enquanto Monza apresenta uma exigência bastante diferente.

Piastri ainda sente dificuldades com a traseira do carro
Além das características específicas de Monza, o australiano apontou um problema que vem afetando sua temporada.
Piastri afirmou que a traseira do MCL40 continua difícil de controlar, principalmente durante as corridas.
Na classificação do GP da Holanda, o piloto percebeu uma melhora e conseguiu conduzir o carro com mais confiança.
Durante algumas partes da corrida, essa sensação também apareceu. Entretanto, segundo ele, o ritmo necessário simplesmente não estava presente.
O australiano destacou que essa não foi a primeira vez que a situação aconteceu em 2026.
Em algumas etapas, o desempenho foi forte. Em outras, porém, Piastri terminou bastante distante do ritmo que esperava apresentar.
GP da Itália vai mostrar força real da McLaren
A sequência recente coloca a McLaren entre as equipes observadas de perto para o GP da Itália, mas Piastri não quer antecipar conclusões.
O comportamento do MCL40 em um circuito de alta velocidade será importante para mostrar se o carro consegue manter sua competitividade em diferentes tipos de pista.
Depois de resultados positivos em circuitos mais travados, Monza aparece como uma prova diferente para a equipe.
Por isso, antes de colocar a McLaren como favorita, Piastri prefere esperar pelas primeiras atividades na Itália e descobrir se o ritmo apresentado nas últimas etapas também funcionará no chamado Templo da Velocidade.