A Fórmula 1 voltou a registrar uma mudança importante no comando de uma equipe antes do fim da temporada. Desta vez, Graeme Lowdon deixou a chefia da Cadillac, que decidiu promover uma alteração na liderança após a primeira metade de seu ano de estreia na categoria.
O movimento coloca Lowdon em uma lista que cresceu nos últimos anos. Red Bull, Alpine, Audi e Ferrari também passaram por trocas relevantes de comando em plena temporada, seja por decisão interna, renúncia ou questões pessoais.
Lowdon deixa a Cadillac no meio da temporada
Graeme Lowdon não seguirá como chefe da Cadillac até o fim de 2026. A equipe optou por mudar sua estrutura e escolheu Marcin Budkowski para assumir o cargo.
Budkowski já possui experiência anterior dentro da Fórmula 1 e passa a comandar o projeto da equipe norte-americana justamente em sua primeira temporada no campeonato.
A troca acontece depois da primeira metade do ano, período importante para avaliar os primeiros resultados da Cadillac na categoria.
Com isso, Lowdon se torna mais um dirigente a deixar uma equipe antes da última corrida do campeonato, situação que tem se repetido com frequência nos últimos anos.

Audi também mudou o comando em 2026
Um dos casos mais recentes aconteceu justamente nesta temporada.
Em março, Jonathan Wheatley deixou a Audi com efeito imediato, depois de apenas duas corridas no primeiro ano da montadora alemã na Fórmula 1.
Segundo a própria Audi, a decisão partiu de Wheatley, que se afastou por motivos pessoais.
O dirigente havia chegado à equipe depois de uma longa passagem pela Red Bull, onde atuou como diretor esportivo.
Após sua saída, Mattia Binotto assumiu as responsabilidades dentro da operação da Audi.
Portanto, Cadillac e Audi enfrentaram mudanças relevantes de liderança já durante seus primeiros passos nesta nova fase da Fórmula 1.
Christian Horner encerrou longa passagem pela Red Bull
Outro caso de grande repercussão aconteceu em 2025.
Christian Horner deixou o comando da Red Bull após duas décadas à frente da equipe.
O britânico estava no cargo desde a entrada da marca na Fórmula 1, em 2005, e participou diretamente do período mais vitorioso da história do time.
Durante sua passagem, a Red Bull conquistou seis títulos do Mundial de Construtores e oito campeonatos de pilotos.
A mudança aconteceu depois do GP da Inglaterra de 2025.
Na sequência, Laurent Mekies assumiu a liderança da equipe em Milton Keynes, encerrando uma das gestões mais longas da Fórmula 1 moderna.
Alpine acumulou várias mudanças em poucos anos
Se existe uma equipe que passou por constantes trocas de comando recentemente, essa equipe é a Alpine.
A sequência começou em 2023, quando Otmar Szafnauer deixou o cargo após o GP da Bélgica.
Bruno Famin assumiu inicialmente como chefe interino e permaneceu na função durante a fase seguinte da equipe.
Entretanto, a estabilidade novamente não durou.
Durante o fim de semana do GP da Bélgica de 2024, Famin também deixou a função.
A Alpine então escolheu Oliver Oakes como substituto.
Menos de um ano depois, em maio de 2025, Oakes renunciou ao cargo com efeito imediato.
A nova mudança abriu espaço para Flavio Briatore ganhar mais responsabilidade na estrutura da equipe.
Assim, em um período relativamente curto, a Alpine passou por diferentes lideranças enquanto buscava reorganizar seu projeto na Fórmula 1.
Ferrari também viveu troca brusca com Domenicali
As mudanças no meio da temporada, porém, não são exclusividade dos últimos anos.
Em 2014, a Ferrari enfrentou uma situação semelhante com Stefano Domenicali.
O italiano deixou a chefia da equipe apenas três corridas depois do início daquele campeonato.
A temporada começava sob um novo regulamento, e a Ferrari enfrentava dificuldades para acompanhar Mercedes e Red Bull.
Diante dos resultados, Domenicali assumiu a responsabilidade pelo desempenho e apresentou sua renúncia em abril.
Naquele momento, Marco Mattiacci foi escolhido para substituí-lo, assumindo antes do GP da China.
O episódio mostrou como a pressão por resultados pode provocar mudanças rápidas mesmo em equipes tradicionais.
Trocas de chefia viraram parte da pressão na F1
A saída de Graeme Lowdon reforça uma tendência recente dentro da Fórmula 1.
Hoje, o chefe de equipe precisa responder não apenas pelos resultados na pista, mas também pela organização interna, desenvolvimento do carro e direção do projeto a médio prazo.
Quando esse processo não segue como esperado, as mudanças podem acontecer antes mesmo do fim da temporada.
Cadillac, Audi, Red Bull, Alpine e Ferrari viveram situações diferentes, mas todas mostram como a estabilidade no comando deixou de ser garantida.
Agora, a Cadillac seguirá sua temporada de estreia sob a liderança de Marcin Budkowski, enquanto Lowdon entra para a lista de dirigentes que não chegaram ao encerramento do campeonato no cargo.