F1: Steiner aponta problema em possível encerramento europeu

A F1 pode enfrentar um desafio importante caso precise alterar a parte final do calendário de 2026. Com a situação no Oriente Médio ainda cercada de incertezas, a categoria trabalha com alternativas para preservar o maior número possível de corridas, mas uma das soluções avaliadas já provoca dúvidas nos bastidores.

O principal ponto de preocupação envolve o período do ano em que eventuais provas substitutas seriam disputadas. Para Guenther Steiner, ex-chefe da Haas, transferir etapas decisivas para determinados circuitos pode criar dificuldades que vão além da logística das equipes.

Clima europeu pode complicar planos da F1

A possibilidade de terminar a temporada da F1 na Europa não convence Steiner. Segundo o ex-dirigente, novembro e dezembro representam meses pouco favoráveis para organizar uma corrida no continente por causa das condições climáticas.

Nesse período, diversos países europeus enfrentam temperaturas baixas, chuvas frequentes e maior possibilidade de situações meteorológicas desfavoráveis. Portanto, escolher um circuito europeu para receber uma corrida no fim do campeonato poderia aumentar o risco de problemas durante o evento.

Em participação no podcast Red Flags, Steiner argumentou que uma corrida europeia tão tarde no calendário seria uma escolha arriscada. Na avaliação dele, a Fórmula 1 precisaria buscar uma alternativa capaz de oferecer condições adequadas para equipes, organização e público.

Além disso, o antigo comandante da Haas acredita que simplesmente encontrar uma pista disponível não seria suficiente para resolver o problema.

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Questão financeira também pesa na escolha

Outro aspecto destacado por Steiner envolve a rentabilidade de uma eventual etapa substituta da F1.

Embora preservar o calendário seja importante, ele considera necessário que uma nova corrida faça sentido do ponto de vista comercial. Afinal, deslocar equipes, equipamentos e funcionários representa um custo elevado para todas as partes envolvidas.

Por isso, na visão do ex-chefe da Haas, a Fórmula 1 precisa encontrar um destino que combine segurança operacional, condições climáticas e retorno financeiro.

Esse cenário reduz o número de opções disponíveis justamente no período em que o campeonato estaria chegando às suas últimas rodadas.

Incerteza no Oriente Médio coloca calendário em discussão

A busca por alternativas ganhou força diante das dúvidas envolvendo o cenário no Oriente Médio. Tradicionalmente, Abu Dhabi recebe a última etapa da temporada da Fórmula 1, mas a categoria acompanha os acontecimentos na região antes de confirmar definitivamente seus planos.

O CEO da F1, Stefano Domenicali, indicou que uma decisão deverá ser tomada até meados de setembro caso as incertezas continuem.

Se mudanças realmente forem necessárias, a Europa aparece entre as possibilidades consideradas para receber provas substitutas.

Entretanto, justamente por se tratar do final do ano, Steiner acredita que essa solução exigiria cautela.

Malásia aparece como alternativa para preservar número de corridas

Enquanto a Fórmula 1 analisa diferentes cenários, a Malásia também aparece como uma alternativa de contingência.

Para Steiner, essa possibilidade pode ajudar a categoria a manter um calendário com mais de 20 etapas caso algumas provas inicialmente previstas não possam acontecer.

Ainda assim, alcançar o número desejado pela direção da F1 pode ser mais complicado.

Domenicali gostaria de preservar pelo menos 22 corridas, enquanto Steiner avalia que encontrar um 22º destino disponível e adequado no encerramento da temporada seria uma tarefa difícil.

Dessa forma, Sepang poderia funcionar como uma importante opção para evitar uma redução ainda maior do campeonato.

F1 mantém projeto de calendário extenso para 2027

Apesar das dúvidas relacionadas ao final de 2026, os planos para o próximo campeonato continuam ambiciosos.

A Fórmula 1 trabalha com a intenção de realizar 24 etapas em 2027, mantendo o atual modelo de calendário extenso adotado pela categoria.

Ao mesmo tempo, Domenicali já indicou que existem planos alternativos preparados caso os problemas envolvendo o Oriente Médio continuem interferindo na realização das corridas previstas para a região.

Assim, as próximas semanas serão decisivas para definir como a F1 pretende reorganizar o fim de 2026 caso mudanças se tornem necessárias. Para Steiner, porém, recorrer à Europa em novembro ou dezembro pode representar uma solução com riscos elevados, principalmente por causa do clima e da viabilidade financeira das possíveis etapas substitutas.

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