O GP da Bélgica já aparece no radar da Red Bull como um dos compromissos mais delicados da próxima sequência da Fórmula 1.
Depois de um fim de semana abaixo do esperado em Silverstone, a equipe passou a enxergar Spa-Francorchamps com mais cautela, principalmente por causa de características técnicas que podem voltar a expor limitações do carro.
A preocupação não surge apenas pelo resultado na Inglaterra. O alerta envolve o comportamento do conjunto em pistas de alta velocidade, onde o uso da energia elétrica, a recuperação nas frenagens e a eficiência nas longas retas têm peso decisivo no desempenho.
Spa vira novo ponto de atenção na Red Bull

A Red Bull saiu de Silverstone com sinais claros de que o RB22 não respondeu como esperado em um circuito de grande exigência. Além do equilíbrio do carro, outro ponto passou a incomodar internamente: a forma como a unidade de potência trabalha em pistas onde o gerenciamento de energia é mais sensível.
Por isso, o GP da Bélgica entrou na lista de preocupação. Spa-Francorchamps tem longos trechos de aceleração plena, mudanças de elevação e setores em que a eficiência aerodinâmica e o uso da potência híbrida fazem diferença direta no tempo de volta.
Nesse cenário, qualquer perda de rendimento na parte elétrica pode custar décimos importantes. E, em uma temporada marcada por disputa apertada, essa diferença pode separar uma briga por vitória de um fim de semana apenas defensivo.
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Verstappen vê desafio maior em pistas de alta velocidade
Max Verstappen reconheceu que o problema tende a aparecer com mais força em circuitos desse perfil. O piloto, que conhece bem Spa e costuma ter bom desempenho na pista belga, indicou que a etapa pode ter um cenário diferente para a Red Bull neste ano.
O holandês chegou a citar Spa e Monza com ironia ao comentar os próximos desafios. A observação chama atenção porque os dois circuitos exigem muito da eficiência em reta e do gerenciamento da energia híbrida.
Além disso, Verstappen destacou que Silverstone não favoreceu as características atuais do carro. Portanto, a preocupação vai além de um desempenho isolado: existe o receio de que o comportamento se repita em pistas semelhantes.
Mekies admite limitação após queda de rendimento

Laurent Mekies também demonstrou cautela ao avaliar o momento da equipe. O chefe da Red Bull lembrou que, poucos dias antes de Silverstone, o time havia mostrado força na Áustria. No entanto, a mudança de circuito revelou limitações mais evidentes.
Segundo Mekies, a equipe encontrou barreiras importantes para extrair todo o potencial do carro no traçado inglês. A análise interna aponta que o problema fica mais sério quando a pista exige maior controle no uso da energia.
Dessa forma, Spa passa a ser visto como um teste relevante para entender até onde essa limitação pode afetar a performance da Red Bull nas próximas corridas.
Hungria pode oferecer cenário mais favorável
Apesar do alerta para o GP da Bélgica, a Red Bull acredita que a Hungria pode oferecer condições mais favoráveis. O Hungaroring tem curvas de baixa e média velocidade, além de menos trechos longos de aceleração plena.
Com isso, a dependência do gerenciamento de energia tende a ser menor. Ainda assim, a equipe sabe que precisa encontrar soluções para reduzir a vulnerabilidade em circuitos rápidos, especialmente com Monza também no calendário.
Red Bull busca reação antes de sequência decisiva
A Red Bull segue trabalhando para melhorar a operação do carro e da unidade de potência. Porém, Mekies reconheceu que não existe uma correção imediata para esse tipo de limitação.
O desafio será minimizar a perda de desempenho e ajustar o pacote para lidar melhor com pistas de alta exigência. Caso contrário, o GP da Bélgica pode repetir parte das dificuldades vistas em Silverstone e colocar a equipe novamente em posição de alerta na Fórmula 1.