A F1 vive um dos debates mais intensos dos últimos anos, e Gabriel Bortoleto decidiu se posicionar em meio às críticas ao regulamento técnico da categoria.
O brasileiro não entrou na discussão apenas para concordar ou discordar. Ele adotou um tom direto, defendeu a adaptação dos pilotos e deixou claro que a nova fase exige outra postura dentro do paddock.
A polêmica voltou a ganhar força depois do GP da Inglaterra, em Silverstone. A etapa colocou em evidência as dúvidas sobre o comportamento dos carros da nova geração, principalmente por causa do uso de energia nas unidades de potência previstas para 2026.
Silverstone reacende debate sobre os novos carros da F1

O circuito britânico serviu como um teste importante para as discussões sobre o futuro da F1. Isso porque Silverstone reúne trechos de alta velocidade, curvas longas e uma sequência técnica que exige muito do conjunto mecânico.
Além disso, havia uma preocupação específica com o trecho entre Luffield e Stowe. Nesse setor, os pilotos passam por pontos como Copse, Maggots, Becketts e Hangar Straight, uma das partes mais exigentes do calendário.
O temor estava ligado ao gerenciamento de energia. Com o novo regulamento, a divisão de potência ficaria próxima de 50% para o motor a combustão e 50% para o sistema elétrico. Portanto, muitos pilotos e equipes temiam que a bateria perdesse rendimento antes do fim das retas mais longas.
Na prática, o cenário não se mostrou tão crítico quanto alguns esperavam. Mesmo assim, as reclamações continuaram, e o assunto voltou a dividir opiniões nos bastidores.
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Bortoleto cobra adaptação dos pilotos
Gabriel Bortoleto, por outro lado, adotou uma visão mais pragmática. Para o brasileiro, os pilotos precisam aceitar o regulamento atual e trabalhar em cima das regras que já estão definidas.
Segundo ele, a F1 não perdeu sua essência. O piloto citou a curva Copse como exemplo e lembrou que os carros continuam passando pelo trecho em velocidade altíssima, perto dos 280 km/h. Além disso, Bortoleto destacou que ainda precisa aliviar o pé para completar a curva, o que mostra que o desafio permanece.
A avaliação do brasileiro vai contra parte das críticas feitas por outros competidores. Enquanto alguns pilotos reclamam do comportamento dos carros, Bortoleto entende que a mudança faz parte da evolução natural da categoria.
Regulamento deve mudar até 2030
Embora o pacote técnico atual ainda gere debate, a F1 já prevê ajustes graduais. A tendência é que, entre 2027 e 2028, a divisão de potência passe a favorecer mais o motor a combustão.
A expectativa é que o conjunto chegue a uma proporção próxima de 60% para o motor térmico e 40% para o sistema elétrico. Ainda assim, Bortoleto acredita que não faz sentido transformar o tema em uma reclamação constante.
Para ele, os pilotos precisam virar a página. Afinal, esse regulamento seguirá como base da categoria até 2030. Depois disso, a F1 poderá abrir uma nova discussão técnica, com outro ciclo de regras.
Resultado reforça boa fase de Bortoleto

O posicionamento de Bortoleto veio em um fim de semana importante para sua trajetória. No GP da Inglaterra, o brasileiro terminou em oitavo lugar e conquistou pontos relevantes para a Audi.
Além disso, o resultado marcou a primeira pontuação da equipe desde o GP da Austrália, quando havia terminado em nono lugar na abertura da temporada. Portanto, a fala de Bortoleto ganhou ainda mais peso, já que veio após uma corrida consistente em um circuito exigente.
Brasileiro vê carros diferentes, não piores
Na visão de Bortoleto, os carros atuais continuam interessantes de pilotar. A principal diferença está no comportamento, já que a nova geração exige outra forma de condução e maior atenção ao uso de energia.
Por fim, o brasileiro deixou um recado claro aos críticos: a F1 segue desafiadora, rápida e competitiva. Para ele, reclamar por anos do mesmo regulamento não muda o cenário. O caminho, portanto, passa por adaptação, evolução e foco no desempenho dentro da pista.