Bearman chega ao GP de Mônaco cercado por expectativas diferentes das que marcaram boa parte da temporada. O tradicional circuito de rua do Principado promete oferecer condições únicas aos pilotos, criando um cenário que pode alterar significativamente a forma como os carros são conduzidos ao longo do fim de semana.
Em um campeonato marcado por restrições técnicas e estratégias voltadas para a gestão de energia, a etapa de Monte Carlo surge como uma exceção. Para o jovem piloto da Haas, a pista pode devolver parte da liberdade de pilotagem que os competidores sentiram falta em diversas corridas recentes.
A expectativa não está ligada apenas ao desempenho do carro, mas também à maneira como os pilotos poderão atacar as curvas e explorar os limites do traçado mais famoso da Fórmula 1.
O que anima Bearman para a corrida em Monte Carlo

Enquanto diversos circuitos exigem forte gerenciamento dos sistemas híbridos, Mônaco apresenta características bastante diferentes. As ruas estreitas, as baixas velocidades médias e a ausência de longas retas reduzem a influência da recuperação de energia durante a volta.
Por isso, Bearman acredita que os pilotos poderão se concentrar mais na condução pura do carro. Segundo ele, a configuração da pista diminui a necessidade de levantar o pé do acelerador antecipadamente para preservar energia, algo que tem sido comum ao longo da temporada.
Além disso, a natureza do circuito favorece uma pilotagem mais intuitiva, permitindo que os competidores explorem melhor o comportamento do carro nas frenagens e saídas de curva.
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Características do circuito mudam a dinâmica da prova
Embora os regulamentos atuais tenham introduzido novos desafios aos pilotos, Mônaco continua sendo uma pista muito particular dentro do calendário.
Diferentemente de circuitos como Canadá, Monza ou Silverstone, o traçado monegasco possui poucas oportunidades para atingir velocidades máximas elevadas. Consequentemente, a influência de determinados sistemas eletrônicos acaba sendo reduzida.
Outro fator importante é que os pilotos não terão acesso aos trechos de ativação do chamado modo de reta. Ao mesmo tempo, a redução da assistência elétrica ocorrerá em velocidades mais baixas do que normalmente acontece em outras etapas.
Essa combinação tende a aproximar o comportamento dos carros daquele visto em temporadas anteriores, algo que agrada diversos pilotos do grid.
Classificação volta a ser o momento decisivo
Se existe uma sessão que ganha ainda mais importância em Mônaco, essa sessão é a classificação.
Como as oportunidades de ultrapassagem são extremamente limitadas nas ruas do Principado, conquistar uma posição privilegiada no grid costuma ser determinante para o resultado final da corrida.
Por isso, Bearman deixou claro que grande parte da atenção estará voltada para o desempenho no sábado. Um bom resultado na classificação pode transformar completamente as perspectivas para o domingo.
Historicamente, pilotos que largam nas primeiras posições possuem enorme vantagem em Monte Carlo, já que a estreiteza da pista dificulta qualquer tentativa de ataque durante a prova.
Apesar dos pontos no Canadá, Haas ainda busca soluções

Embora tenha terminado o GP do Canadá dentro da zona de pontuação, Bearman entende que a Haas ainda não resolveu todos os seus problemas.
Na avaliação do britânico, o décimo lugar conquistado na etapa anterior foi influenciado por circunstâncias específicas da corrida e não representa necessariamente o verdadeiro potencial do carro.
Segundo o piloto, existe velocidade disponível no pacote atual, mas o comportamento do monoposto continua exigindo atenção. A equipe trabalha para tornar o carro mais previsível e estável, especialmente em circuitos que exigem extrema precisão.
Além disso, a proximidade constante dos muros em Mônaco aumenta a necessidade de confiança total no equipamento.
Confiança será fundamental nas ruas do Principado
Pilotar em Monte Carlo exige um nível de precisão superior ao encontrado na maioria dos circuitos da Fórmula 1.
Cada erro pode custar caro, seja em uma sessão de classificação ou durante a corrida. Por isso, Bearman destacou que ainda busca encontrar o equilíbrio ideal para atacar as entradas de curva com mais segurança.
O britânico admitiu que, em alguns momentos, sente que está muito próximo do limite, o que aumenta o risco de contato com as barreiras. Em uma pista onde os muros estão a poucos centímetros dos carros, essa sensação pode fazer toda a diferença.
Dessa forma, a missão da Haas antes do início das atividades será entregar um carro mais previsível e que permita ao piloto explorar todo o seu potencial.
Bearman vê oportunidade única em Mônaco
O GP de Mônaco pode representar uma experiência diferente para os pilotos nesta temporada. Com menor influência da gestão de energia e foco maior na habilidade ao volante, a etapa promete resgatar características tradicionais da Fórmula 1.
Para Bearman, a expectativa é aproveitar um cenário mais natural de pilotagem e transformar essa oportunidade em um resultado competitivo. No entanto, o desempenho da Haas e a confiança ao atacar os limites do circuito serão fatores decisivos para definir o sucesso do jovem britânico nas ruas de Monte Carlo.