A Royal Enfield Meteor 350 tornou-se um fenômeno de vendas no Brasil. Ela preencheu um vácuo para entusiastas do estilo custom que buscam acessibilidade.
Com design clássico e posição relaxada, a moto conquista pelo olhar. No entanto, é preciso ir além da estética antes de fechar o negócio.
Embora seja uma excelente porta de entrada, o modelo apresenta características técnicas específicas. Portanto, analisamos onde ela deixa a desejar em performance, engenharia e conforto.
5 pontos fracos da Royal Enfield Meteor 350

1. Desempenho insuficiente para rodovias rápidas
O motor de 349 cm³ entrega torque linear e agradável na cidade. Contudo, os seus 20,2 cv de potência mostram limitações em estradas de alta velocidade. Para manter o velocímetro nos 110 km/h, o motor trabalha muito próximo do seu limite. Por consequência, sobra pouca reserva para aceleração.
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Assim, ultrapassagens em pistas únicas exigem paciência e planejamento estratégico para garantir a segurança.
2. Suspensão traseira com curso reduzido
A geometria da Meteor 350 foca no visual “low and long”. Infelizmente, isso cobra um preço alto no amortecimento. Com um curso de apenas 80 mm na traseira, a moto sofre em asfalto irregular.
Em buracos ou remendos, o conjunto atinge o final de curso com facilidade. Devido a essa batida seca, o impacto é transferido diretamente para a região lombar do piloto.
3. Massa elevada em relação à cavalaria disponível
Com peso em ordem de marcha de 191 kg, a Meteor é considerada pesada. Essa relação peso-potência desfavorável interfere na agilidade de manobras rápidas.
Além disso, a massa elevada prejudica a velocidade final do modelo. Em comparação, esse peso equivale ao de motos com quase o dobro da sua potência. Como resultado, a condução se torna mais lenta e menos responsiva no trânsito.
4. Sistema de iluminação principal defasado
A moto possui um moderno anel de luz diurna (DRL) e lanterna traseira em LED. Entretanto, a versão de entrada Fireball ainda utiliza lâmpada halógena no farol principal. Em trajetos noturnos, a luz amarelada tem menor capacidade de projeção.
Além disso, o brilho é inferior aos sistemas full LED modernos. Por esse motivo, o condutor pode sentir insegurança em estradas com sinalização precária.
5. Baixo nível de conforto para o acompanhante
O projeto prioriza nitidamente o condutor da motocicleta. Enquanto o banco principal é ergonômico, a porção do passageiro é estreita e firme. Somado a isso, o garupa fica posicionado exatamente sobre o eixo traseiro.
Por causa da suspensão de curso curto, o acompanhante sente os impactos da via com intensidade. Consequentemente, o modelo se torna menos viável para viagens longas a dois.
A escolha pela Royal Enfield Meteor 350 deve ser consciente. Ela é uma moto de passeio contemplativo, focada no trajeto e não na pressa. Se o seu uso for urbano ou em estradas secundárias a 90 km/h, ela atende bem.
Contudo, se você busca performance vigorosa e conforto pleno, avalie essas limitações técnicas com cuidado.


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