A estreia de Diogo Moreira na categoria rainha do Mundial de Motovelocidade trouxe bastidores curiosos e uma dose de improviso técnico.
O brasileiro chamou a atenção ao revelar que disputou o GP da Tailândia utilizando as luvas de Marc Márquez, multicampeão da MotoGP.
Em um tom descontraído, o piloto da LCR explicou a situação incomum, unindo a necessidade de ajuste de equipamentos com uma pitada de bom humor sobre o desempenho na pista.
O “empréstimo” entre Moreira e Marc Márquez

A confirmação do uso do acessório ocorreu durante um evento promocional em Madri, que reuniu o brasileiro e o piloto da Ducati.
Ao ser questionado sobre o equipamento, Moreira não perdeu a oportunidade de brincar: “Sim, usei. Para ver se ganhava alguns segundos”, afirmou o piloto do numeral #11.
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A situação, embora inusitada, teve uma motivação prática. Segundo Diogo, as suas luvas originais apresentaram problemas de ajuste e não estavam servindo adequadamente para as exigências da pilotagem em Buriram.
Como ambos os pilotos são patrocinados pela Alpinestars, a compatibilidade do material facilitou a troca de emergência.
Problemas técnicos e a logística dos capacetes na Tailândia
O uso das luvas de Márquez não foi o único obstáculo enfrentado pelo jovem talento de Guarulhos em seu primeiro final de semana na elite.
Moreira, assim como os campeões Francesco Bagnaia e Enea Bastianini, enfrentou dificuldades com a homologação de seus capacetes.
A fabricante KYT (integrante do grupo indonésio PT Tara) precisou correr contra o tempo para atender às novas e rigorosas exigências da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
A Nova Regra de Segurança FIMFRHPhe-02
Para a temporada de 2026, a FIM implementou padrões de segurança mais restritivos, conhecidos pela sigla FIMFRHPhe-02. Os principais pontos desta atualização incluem:
- Testes de impacto: Critérios mais severos para absorção de energia.
- Segurança da viseira: Novos mecanismos para impedir o desprendimento em caso de quedas.
- Homologação individual: Cada tamanho de casco exige uma certificação específica, o que atrasou o processo para diversas marcas.
Devido a essa burocracia, Moreira utilizou um capacete reserva sem a marca do fabricante nos dois primeiros dias de treinos, até que as etiquetas oficiais chegassem da Suíça após uma operação logística de última hora.
Foco total no GP do Brasil em Goiânia
Após superar os imprevistos da rodada de abertura, Diogo Moreira já projeta a sequência do campeonato com seu equipamento próprio e ajustado. “Para o Brasil, terei as minhas [luvas]”, garantiu o piloto, reforçando que o improviso foi uma solução pontual para a estreia.
A MotoGP agora se prepara para desembarcar em solo nacional. A segunda etapa da temporada 2026 acontece entre os dias 20 e 22 de março, com a disputa do aguardado GP do Brasil, no Autódromo Internacional de Goiânia.


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