O governo federal confirmou que, em 2026, famílias atendidas pelo Bolsa Família continuarão recebendo benefícios além do repasse mensal.
Entre as medidas já em vigor está a gratuidade na conta de luz para parte da população de baixa renda, somada à distribuição gratuita de botijões de gás.
As ações fazem parte de uma política voltada à redução de despesas essenciais de famílias em situação de vulnerabilidade.
Isenção na conta de energia para famílias de baixa renda
Sancionado em outubro de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Luz do Povo garante isenção da tarifa de energia elétrica para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). A regra vale para quem mantém consumo mensal de até 80 quilowatts-hora.
A medida alcança famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo. Também estão incluídos idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC. O objetivo central é aliviar gastos fixos e ampliar a proteção social.
Como o benefício é financiado
O custo da gratuidade na conta de luz não recai diretamente sobre o orçamento das famílias. A compensação é feita por meio da Conta de Desenvolvimento Energético, fundo utilizado para custear políticas públicas do setor elétrico.
Apesar da isenção da tarifa, algumas cobranças permanecem. Taxas como iluminação pública e ICMS continuam sendo aplicadas, conforme regras definidas por estados e municípios.
Bolsa Família e o fornecimento gratuito de gás
Além da energia elétrica, beneficiários do Bolsa Família também terão acesso ao programa Gás do Povo em 2026. A iniciativa garante a entrega gratuita de botijões de gás de 13 quilos para famílias de baixa renda.
O benefício não é repassado em dinheiro. O acesso ocorre por meio de um vale, que permite a retirada direta do botijão em revendas previamente credenciadas pelo programa.
Ampliação das regras e alcance nacional
A partir de janeiro, o governo ampliou os critérios de acesso ao benefício da energia. Famílias com renda per capita entre meio e um salário mínimo também passaram a ser incluídas, desde que o consumo mensal não ultrapasse 120 kWh.
Com a mudança, a estimativa é que cerca de 55 milhões de pessoas sejam diretamente alcançadas. Considerando os impactos indiretos, o número de beneficiados pode chegar a 115 milhões de brasileiros.
Custos e expectativa do governo
A projeção oficial aponta que o conjunto de medidas deve gerar um custo anual de até R$ 10 bilhões. Mesmo assim, o governo avalia que a Conta de Desenvolvimento Energético tem capacidade para sustentar o programa.
A ampliação do acesso à energia e a redução de gastos básicos são tratadas como fatores essenciais para melhorar as condições de vida da população e garantir inclusão social em larga escala.






