O setor de entregas por motocicleta começou 2026 com uma diversidade de modelos nas ruas, mas com uma liderança clara de uma única marca.

Um levantamento recente aponta que cerca de 75% das motos utilizadas em delivery no Brasil são da Honda.

Os dados mostram como a marca domina o segmento entre entregadores, especialmente entre profissionais que utilizam a motocicleta como ferramenta principal de trabalho.

Essa preferência reflete fatores importantes para quem roda muitas horas por dia, como confiabilidade mecânica, manutenção acessível e facilidade para encontrar peças de reposição.

Honda CG 160 domina o setor de entregas

Entre os modelos utilizados no delivery, a Honda CG 160 aparece como a principal escolha dos motociclistas.

Segundo o levantamento, o modelo sozinho representa aproximadamente um quarto de todas as entregas realizadas no país.

A popularidade da moto está ligada a características valorizadas por quem trabalha com aplicativos de entrega, como:

  • manutenção simples
  • custo reduzido de peças
  • consumo eficiente de combustível
  • facilidade de pilotagem no trânsito urbano

Além da CG 160, outros modelos da própria Honda também aparecem com frequência nas ruas, como CG 150 e CG 125, reforçando a presença histórica da marca nesse tipo de uso.

Honda CG 160 – Foto: divulgação

Outros modelos também aparecem entre os entregadores

Mesmo com a forte liderança da Honda, outras motos também fazem parte da frota utilizada no delivery.

Entre os modelos citados no levantamento estão a Yamaha Factor e a Honda Biz, que também são comuns no transporte urbano de pequenas cargas.

Essas motos se destacam principalmente pela economia de combustível e agilidade no trânsito, características importantes para quem realiza muitas entregas ao longo do dia.

Honda CG 160 – Foto divulgação

Economia influencia a escolha da moto

Especialistas do setor apontam que a concentração de motos da Honda no delivery também está relacionada a uma lógica econômica.

Para quem depende da motocicleta como ferramenta de trabalho, a previsibilidade de custos é essencial. Modelos conhecidos pela confiabilidade acabam sendo escolhidos com mais frequência.

Isso reduz o risco de gastos inesperados com manutenção e facilita o planejamento financeiro dos entregadores.

Frota de motos de delivery está mais nova

Outro ponto observado no levantamento é que a frota utilizada no setor está relativamente nova.

Há um crescimento significativo de motocicletas fabricadas em 2024 e 2025, indicando que muitos entregadores estão investindo em motos mais recentes.

Essa renovação ajuda a reduzir custos de manutenção e melhora a eficiência no trabalho diário.

Delivery usa principalmente motos urbanas

A maioria das motos utilizadas nas entregas pertence à categoria urbana, projetada para trajetos curtos e paradas frequentes.

Modelos de baixa cilindrada são preferidos porque oferecem maior economia de combustível e melhor mobilidade no trânsito das cidades.

Essa característica ajuda os entregadores a completar mais pedidos ao longo do dia.

Motos elétricas ainda são raras no setor

Apesar do avanço da mobilidade elétrica em outros segmentos, o delivery por motocicleta ainda depende majoritariamente de motos a combustão.

Modelos elétricos ainda têm presença pequena no setor, principalmente por causa de fatores como autonomia limitada e falta de infraestrutura de recarga.

Por isso, a transição para veículos elétricos ainda enfrenta obstáculos no mercado de entregas.

Setor de entregas segue em crescimento

O cenário atual mostra um setor que continua evoluindo gradualmente.

A renovação da frota e novas formas de acesso ao veículo, como aluguel e assinatura de motos, indicam mudanças importantes na forma como os entregadores entram no mercado.

Para fabricantes e plataformas de entrega, o desafio continua sendo equilibrar eficiência, confiabilidade e custo operacional, fatores decisivos para quem vive do trabalho sobre duas rodas.


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