O dado chama atenção: 54% das mortes no trânsito envolvem motos, segundo levantamentos recentes. Em Alagoas, esse cenário se confirma com números expressivos, colocando os motociclistas como o grupo mais vulnerável nas vias.
Entre 2021 e 2025, foram registradas 1.613 mortes envolvendo motocicletas, evidenciando a gravidade do problema e a necessidade de atenção maior à segurança desse tipo de veículo.
Motos lideram com folga o ranking de mortes no trânsito

Os acidentes com motocicletas ocupam o primeiro lugar entre as ocorrências fatais no estado.
No período analisado, eles representaram 54,4% das mortes, superando com folga os acidentes envolvendo automóveis, que ficaram com cerca de 35,8%.
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Esse cenário mostra uma diferença relevante entre os tipos de veículos e reforça o nível de exposição dos motociclistas no trânsito.
Capital concentra parte significativa das ocorrências
Em Maceió, os números também são elevados. Apenas na capital, foram contabilizadas 251 mortes no mesmo período.
O dado reforça a concentração dos casos em áreas urbanas, onde o fluxo de veículos é maior e o uso de motos é mais intenso, principalmente para trabalho e deslocamentos diários.
Sistema de saúde sente o impacto dos acidentes
O aumento de acidentes com motos não afeta apenas as estatísticas de trânsito, mas também a rede pública de saúde.
Somente em 2025, o Hospital Geral do Estado registrou 2.429 atendimentos relacionados a motociclistas. Isso representa uma média de aproximadamente 7 vítimas por dia.
Nos dois primeiros meses do ano, foram 439 ocorrências, número superior ao mesmo período anterior, que havia registrado 341 casos.
Crescimento da frota ajuda a explicar os números

O avanço no número de motocicletas em circulação é um dos fatores por trás desse cenário.
No Brasil, a frota saltou de 3,9 milhões de motos no início dos anos 2000 para mais de 21 milhões em pouco mais de uma década.
Esse crescimento acelerado ampliou a presença das motos no trânsito, aumentando também a exposição a acidentes.
Mortes com motos dispararam nas últimas décadas
O aumento não se limita a um estado específico. No cenário nacional, os dados mostram uma mudança significativa ao longo do tempo.
No fim dos anos 1990, motociclistas representavam cerca de 3% das mortes no trânsito. Em 2023, esse número se aproximou de 40%.
Ou seja, houve um crescimento expressivo na participação das motos nas estatísticas de fatalidade.
Internações também cresceram de forma preocupante
O impacto vai além das mortes. As internações por acidentes com motocicletas também dispararam.
Os registros passaram de 15 mil casos no final dos anos 1990 para mais de 165 mil em 2024, um aumento de cerca de 11 vezes.
Hoje, esses acidentes representam aproximadamente 60% das internações por trânsito no país.
Os dados confirmam que 54% das mortes no trânsito envolvem motos, evidenciando um problema estrutural que acompanha o crescimento da frota e o uso intensivo desse tipo de veículo.
O cenário exige mais fiscalização, conscientização e políticas públicas voltadas à segurança dos motociclistas, que seguem como os mais expostos nas vias brasileiras.


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